Com o propósito de mobilizar recursos para a execução dos mais variados programas em carteira, no âmbito da execução do Orçamento Geral do Estado referente ao ano de 2026, o Estado angolano mobilizou 2,5 mil milhões de dólares em uma emissão de eurobonds junto dos mercados internacionais.
A informação foi avançada esta quarta-feira, 25, em Luanda, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, no fim da 3.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, orientada pelo Titular do Poder Executivo, João Lourenço.
Segundo o governante, trata-se de uma decisão importante tomada pelo Executivo face à actual situação política e económica que se regista a nível global.
“Tratou-se de uma emissão importante, por vários motivos, mas, deste lado, o facto de esta ter sido a primeira emissão ocorrida por países emergentes depois do eclodir do conflito no Médio Oriente”, sublinhou.
Entretanto, José de Lima Massano destacou o contexto actual de incerteza e forte volatilidade que os mercados internacionais registam, todavia, não obstante a este pormenor, referiu que o país conseguiu arrecadar um montante que superou as expectativas do que se pretendia.
“Nós fomos aos mercados tentando mobilizar 2 mil milhões de dólares e, na verdade, o que tivemos de procura situou-se em cerca de 5,2 mil milhões, fazendo com que ficássemos, no final, com 2,5 mil milhões de dólares”, afirmou.
Sublinhou que esta foi uma operação histórica, pelo facto de ter sido das maiores emissões efectuadas num único dia por países africanos na região subsaariana, superados, apenas, pela África do Sul e pela Nigéria.
“O que revela, também, este sinal forte de confiança que os operadores, investidores e os mercados internacionais têm em relação ao andamento da nossa economia”, considerou.
De acordo com o ministro de Estado para a Coordenação Económica, esta operação tornou possível a redução das taxas de juros que o país carregava das emissões anteriores.
José de Lima Massano disse que a emissão contou com a participação investidores que actuam tanto no mercado do Reino Unido como dos Estados Unidos da América onde, segundo o responsável, obteve-se maior mobilização de recursos.
POR: Flávio da Costa








