EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 27 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Quando o dérbi fala à nossa memória

Jornal OPaís por Jornal OPaís
13 de Março, 2026
Em Opinião

O futebol é vivido com paixão em Angola, tal como em qual quer canto do planeta onde uma bola rola e um povo se reúne em torno das suas emoções. Aqui também temos as nossas histórias, os nossos heróis e, sobretudo, os nossos grandes clássicos. E quando se fala de clássicos no futebol angolano, inevitavelmente o pensamento viaja para o eterno confronto entre o Atlético Petróleos de Luanda e o Clube Desportivo 1.º de Agosto, o maior dérbi do nosso futebol.

Poderão também interessar-lhe...

O futuro não se espera – investe-se

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Lavar a honra – Vidas de Ninguém (XXV)

A linguagem universal do futebol

Recordo-me bem da minha meninice. Havia algo quase mágico no ar quando se anunciava um Petro contra o 1.º de Agosto ou vice-versa. Não era apenas um jogo de futebol, era um acontecimento nacional. Nos bairros, nas escolas, nos mercados e nas paragens de táxi, o assunto era sempre o mesmo. As cores, as rivalidades e as provocações saudáveis tomavam conta das conversas.

O coração batia mais forte, como se cada adepto levasse para o campo um pedaço da sua própria identidade. Na memória ficaram gravados nomes que marcaram uma era e que ajudaram a escrever páginas douradas deste duelo: Ndungui di Daniel, Lourenço Luvualu, Dongala, Ivo Traça, Abel Campos, Saavedra, Nejó, Lufemba e tantos outros craques que, com talento e coragem, deixaram as suas pegadas no relvado e no coração dos adeptos.

Eram jogadores que entravam em campo com a alma in teira, conscientes de que representavam paixões, famílias e bairros inteiros. Infelizmente, é inevitável reconhecer que hoje as novas gerações já não vivem com a mesma intensidade o maior dérbi do futebol angolano.

As razões são várias e complexas, e talvez não valha a pena esmiuçá-las agora. O que importa reconhecer é que, algures pelo caminho, parte daquela chama colectiva perdeu algum brilho.

O futebol continua vivo, mas a atmosfera que outrora envolvia este confronto parece já não ocupar o mesmo espaço no imaginário popular. Foi por isso que acolhi com enorme satisfação a iniciativa do meu companheiro de trincheira Honorato Silva, do Jornal dos Desportos, de dar visibilidade ao próximo duelo entre estes dois colossos do nosso futebol.

Iniciativas como esta ajudam a reacender memórias, a despertar emoções adormecidas e a lembrar aos mais novos que Angola também tem clássicos carregados de história, rivalidade e grandeza. Porque, sejamos honestos, algo curioso acontece no nosso quotidiano desportivo: muitas vezes falamos com entusiasmo quase automático dos clássicos e dérbis do futebol português, enquanto os nossos próprios confrontos históricos ficam em segundo plano.

Conhecemos de cor as rivalidades além-mar, discutimos os seus protagonistas e aguardamos os seus jogos com fervor mas, por vezes, esquecemos de celebrar com igual intensidade aquilo que é nosso. E a pergunta impõe-se com naturalidade: será que os média portugueses dão o mesmo espaço e valor aos nossos clássicos e dérbis? Certamente que não. E não o fazem porque, naturalmente, cada país valoriza antes de tudo aquilo que lhe pertence, aquilo que faz parte da sua identidade cultural e desportiva. É por isso que devemos assumir, sem complexos, uma responsabilidade colectiva: valorizar as nossas emoções locais. O grande dérbi entre Petro e 1.º de Agosto merece mais palco, mais histórias, mais memória e mais orgulho.

Para que isso aconteça, é necessário o envolvimento de todos, as direcções dos clubes, os dirigentes da Federação Angolana de Futebol, os responsáveis da AN CAF e, naturalmente, os adeptos. Porque no fundo a verdade é simples e incontornável: só nós próprios podemos valorizar verdadeiramente aquilo que é nosso. Os outros farão sempre o mesmo com o que lhes pertence.

O futebol angolano tem história, tem rivalidades e tem paixão suficiente para alimentar gerações. Basta apenas que não nos esqueçamos de olhar para dentro e reconhecer o valor das emoções que nascem nos nossos próprios estádios. E quando a bola voltar a rolar entre Petro e 1.º de Agosto, talvez seja a oportunidade perfeita para recordar que, antes de qualquer outro clássico no mundo, existe um que também fala directamente ao coração de Angola e dos angolanos.

Por: Luís Caetano

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

O futuro não se espera – investe-se

por Jornal OPaís
26 de Junho, 2026

Vivemos numa época em que as pessoas procuram resultados rápidos, soluções imediatas e retornos instantâneos. No entanto, a experiência demonstra...

Ler maisDetails

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Lavar a honra – Vidas de Ninguém (XXV)

por Domingos Bento
26 de Junho, 2026

Ninguém caiu na conversa do Abe lardo quando veio insinuar que o velho Mbuta era bruxo. — Não é possível....

Ler maisDetails

A linguagem universal do futebol

por Jornal OPaís
26 de Junho, 2026

Há muito que o futebol deixou de ser apenas um jogo disputado por 22 jogadores dentro de um campo. Há...

Ler maisDetails

É de hoje… Até Dezembro, camaradas

por Dani Costa
26 de Junho, 2026

Há poucos anos, o comum era os adversários apontarem o MPLA como sendo um suposto exemplo de falta de democracia...

Ler maisDetails

Mundial 2026: Cabo Verde garante passe inédito aos 16 avos-de-final e defronta Argentina‎

27 de Junho, 2026

Caminhada da Família mobiliza atletas e amantes do atletismo na Zona Económica Especial

26 de Junho, 2026

Mais de 150 crianças “aquecem” Piscina do Alvalade em alusão ao Dia Olímpico

26 de Junho, 2026
Daniel Miguel

Ministério do Interior em Benguela debate intolerância política com MPLA e a UNITA

26 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.