A Centralidade do Kilamba, durante anos, apresentada como exemplo de planeamento urbano e organização habitacional no país, vive hoje um novo momento com o surgimento de várias construções que começaram a ser edificadas em diferentes pontos, ocupando espaços antes livres, áreas verdes e outros locais. A situação divide a opinião dos moradores, sendo que uns aplaudem as edificações e outros mostram-se contra por considerarem estar a descaracterizar aquela centralidade construída em 2011
As obras, visíveis em vários quarteirões da Centralidade do Kilamba, tida como referência urbana, trouxeram consigo uma mistura de expectativas e preocupações. Para alguns moradores, representam progresso, combate ao abandono de terrenos e aproximação de serviços essenciais. Para outros, são sinais de descaracterização do projecto original e ameaça à qualidade de vida.
Para constatar esta realidade, o jornal OPAÍS esteve naquela Centralidade, inaugurada em 2011, onde ouviu moradores, trabalhadores e operários para perceber como estas novas construções estão a ser recebidas e que impacto poderão ter no futuro do município. Entre os interlocutores, o morador Cláudio Silva avançou que as obras em curso podem trazer benefícios para a comunidade. Na sua avaliação, o município do Kilamba mantém-se organizado e limpo, e as novas infra-estruturas poderão contribuir para melhorar a imagem da Centralidade.
Afirmou que a construção de escolas poderá responder às necessidades das crianças que, actualmente, enfrentam dificuldades de acesso ao ensino. Em posição diferente, Miguel Pascoal, trabalhador na Centralidade do Kilamba, entende que as novas edificações não se enquadram no plano estrutural inicialmente concebido para a urbanização. Na sua opinião, a Centralidade oi projectada com um modelo arquitectónico específico e as novas construções alteram essa configuração. Embora reconheça que possam gerar algumas oportunidades de emprego, acredita que as imagens das obras “não são apropriadas” à infra-estrutura existente e aparentam beneficiar segmentos com maior poder financeiro. Mário Óscar, residente há 14 anos, defende que as construções podem trazer melhorias, sobretudo com a instalação de farmácias, padarias e outros serviços.
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