A degradação do monumento do Marco Histórico do Cazenga e maior reconhecimento dos sobreviventes da Luta Armada de Libertação Nacional constituem-se como grandes preocupações da Associação 4 de Fevereiro, que lamenta, igualmente, o facto de a data ser cada vez mais de pouco interesse da juventude por falta de debates e promoção da efeméride por parte do Estado
Mais uma vez, a celebração do dia 4 de Fevereiro, assinalado na última quarta- feira, ficou manchada com a voz crítica dos sobreviventes do acontecimento em relação à falta de apoio à associação de defesa e à degradação do Marco Histórico, localizado no município do Cazenga. Recentemente, a administradora do município do Cazenga, Nádia Neto, anunciou, para este ano ainda, a requalificação do Marco Histórico do 4 de Fevereiro.
O anúncio foi bem-vindo, mas os sobreviventes e a comunidade local querem que essa “boa nova” não fique apenas pela promessa, como aconteceu noutras ocasiões, tendo em conta a necessidade urgente de reabilitação daquela infraestrutura. É que não é preciso andar muito pelo espaço para constatar a situação de degradação a que se encontra o Marco Histórico que, em 1961, foi palco do início da Luta Armada que culminou com a Independência de Angola em 1975. Com o alcance da paz, o Executivo construiu um monumento que foi inaugurado em Setembro de 2005 para homenagear os heróis da luta, em especial a “Revolução das Catanas”.
Com 24 metros de altura, o memorial inclui estátuas de comandantes como Paiva Domingos da Silva e Imperial Santana. Possui duas estátuas de seis metros de altura em posição de ataque, além de placas de bronze com nomes de combatentes e painéis em alto/baixo relevo. É um local de actividades políticas, culturais e no passado funcionou com infraestruturas de apoio como mediateca e restaurante.
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