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Zhang Bin:‘Se olharmos para o continente africano, o ambiente de negócios de Angola é um dos melhores’

Dani Costa por Dani Costa
16 de Janeiro, 2026
Em Entrevista
Jacinto Figueiredo

Jacinto Figueiredo

Zhang Bin é o actual embaixador extraordinário e plenipotenciário da República Popular da China na República de Angola. Nasceu em Abril de 1972, de etnia Han, e é hoje o responsável pela melhoria das relações entre os dois países, que, recentemente, comemoraram o 43.º aniversário do estabelecimento. Mas o diplomata diz que Angola e a China estão ligados desde antes da independência, sobretudo quando ainda decorriam as acções para se afastar a então ocupação colonial. Zhang Bin procura cimentar o aumento de investimentos privados e também a possibilidade de Angola poder exportar mais produtos para a China, além do petróleo, que um dia serviu de moeda de troca para os financiamentos que possibilitaram o processo de reconstrução nacional, como estradas, hospitais, casas sociais, centrais de tratamento e abastecimento de água, entre outros. Actualmente, Angola deve 13,68 mil milhões de dólares à China, que já não é o seu maior credor, o que não afasta a possibilidade de poder buscar mais financiamentos, caso deseje, segundo o diplomata, uma vez que não existem mais as condicionantes de se pagar com o famoso ‘ouro negro’

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Primeiro, mais uma vez, agradecer pela disponibilidade do senhor embaixador em nos receber aqui na Embaixada. Angola e a China comemoraram recentemente mais um aniversário da celebração das relações que possuem. Neste momento, como é que enquadraria o que existe hoje entre os dois países? Em que nível estão as relações?

Muito obrigado por vir para a embaixada e ter esta entrevista comigo. E também aproveito esta ocasião para expressar meus agradecimentos para os ouvintes e os leitores do jornal OPAÍS. Tal como o senhor disse, acabamos de celebrar mais um aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e Angola. Já é o 43.º aniversário. E durante toda esta trajectória, os dois países têm-se apoiado e também já alcançamos muitas conquistas. Na verdade, a nossa amizade dura muito mais do que 43 anos. Eu vou dividir a evolução das nossas relações bilaterais em três etapas. Primeiro, durante a luta pela independência da nação de Angola. Naquela época, os dois países já lutaram ombro a ombro pela independência. E a segunda etapa é depois do término da guerra civil e a retomada da paz nacional. A China participou, tem participado de forma positiva e proactiva na reconstrução nacional. Então, durante esse processo de construção e desenvolvimento nacional e socioeconómico, os dois países são parceiros sinceros. E a terceira etapa, eu vou definir como uma nova era. Se temos que definir uma nova era, eu vou dizer que é o ano de 2018, porque agora as relações bilaterais entre a China e Angola já entraram nesta nova etapa. Além do modelo ou forma de cooperação tradicional, agora estamos passando por um período de transformação e optimização da cooperação. E este processo já reflecte alguns resultados.

Por que o ano de 2018 marca essa viragem?

Na verdade, esse ponto de viragem de 2018 tem a ver com a segunda etapa. Porque antes nós participamos profundamente na reconstrução nacional e optávamos por um modelo de dívida ou empréstimo em troca de petróleo. E a China ajudou a construir ou reabilitar muitas infra-estruturas em Angola. E até agora, as empresas chinesas já construíram ou reabilitaram mais de 3 mil quilómetros de linha férrea, mais de 20 mil quilómetros de estradas, também mais de 100 escolas e 50 hospitais. E além disso, ainda construímos mais de 60 instalações ou sistemas de abastecimento de água e também mais de 200 mil habitações sociais. Quer dizer, antes a nossa colaboração focava mais na construção de infra-estrutura. Em 2018, o Senhor Presidente da República de Angola, João Lourenço, visitou a China para participar na Cimeira de Beijing do Fórum de Cooperação China-África. E naquele ano marcou a transformação da cooperação China-África. Isso também se traduz ou leva a uma transformação da cooperação China-Angola. E essa diferença é principalmente mostrada pela redução do financiamento oferecido pela parte chinesa para os países africanos. Mas apareceu um novo modelo de cooperação, que é orientado pelo investimento. E naquela época, as empresas chinesas começaram a reparar que o modelo tradicional de investimento não mais se enquadraria nas situações reais. Então, eles começaram a procurar novas oportunidades de cooperação. E esse modelo é marcado por investimento e cooperação de indústria. Quer dizer, antes, as empresas que eram empreiteiros de grandes obras públicas optaram por realizar alguns investimentos com aqueles fundos acumulados através de todos os anos de construção.

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