Uma missa de Acção de Graças, realizada numa das paróquias da urbanização Nova Vida, em Luanda, na passada sexta-feira, dia 2, serviu para celebrar o 90.º aniversário do músico e compositor Elias Dya Kimuezo, assinalado na referida data, diante de familiares, amigos, fãs e algumas entidades do país A data de aniversário do músico foi ainda marcada com a realização de um jantar em sua casa, na presença de vários convidados, a par da família.
Na homilia, o padre Apolónio Graciano fez questão de ressaltar algumas qualidades do “rei” Elias, considerando-o um homem temente a Deus, cuja serenidade, expressa no seu silêncio, revela a confiança que deposita em Deus.
“São 90 anos de idade. São 90 anos de longa caminhada, de experiência, de muitas alegrias e tristezas, mas há uma coisa que sempre caracterizou o nosso Elias: a sua serenidade”, sublinhou.
Na missa de Acção de Graças, o ministro da Cultura, Filipe Zau, que também esteve presente na cerimónia realizada em casa do aniversariante, falou do grande contributo de Elias Dya Kimuezo para a valorização do estilo musical semba, com vista à sua elevação a património cultural da humanidade.
“Foi um dos grandes precursores daquilo a que nós chamamos a nossa semba, que esperamos que, ainda este ano, em Dezembro, seja reconhecido como património cultural da humanidade”, destacou o dirigente.
Elias José Francisco, de nome artístico Elias Dya Kimuezo, nas ceu a 2 de Janeiro de 1936, numa casa do Bairro Marçal, em Luanda. Iniciou a sua carreira artística em 1950, no grupo “Ginásio”, como compositor. Em 1956, surgiu como intérprete e tocador de bate-bate no conjunto Kizomba, do município do Sambizanga. Nessa época, fundou o conjunto Dikundus, constituído por operários fabris, no qual era o vocalista principal.
No início da sua carreira artística, Elias Dya Kimuezo ganhou popularidade por utilizar a língua kimbundu como forma de expressar os seus sentimentos. Em 1969, deslocou-se a Portugal com o grupo Rebita, onde teve a oportunidade de participar num concurso musical em Santarém, no qual Angola conquistou o segundo lugar.
Na sequência dos êxitos alcançados, Elias assinou um contrato com a editora Valentim de Carvalho, com a qual gravou três LPs, com destaque para “Etiqueta Angola”, que contou com a participação dos músicos Rui Mingas, Teta Lando e Barceló de Carvalho, conhecido por “Bonga”. Gravou ainda cinco singles.








