A morte do pioneiro da teledramaturgia e do cinema televisivo em Angola, Abel Couto, neste Domingo,26, em França, vítima de doença, está a mexer com os membros da classe. Entre actores e realizadores, o sentimento de perda irreparável é visivelmente expresso
Lágrimas, lamentos, sentimentos de pesar e consolo à família enlutada, assim como a expressão de incredulidade pela perda (para muitos prematura) de Abel Couto, surgem a todo o momento e de todos os lugares. É o caso de Francisco Pedro, realizador, membro da Associação dos Profissionais de Cinema de Angola (APROCIMA).
Franciskete começou por ressaltar a responsabilidade de Couto na introdução das “tele-estórias” e o conceito de cinema adaptado à televisão pública, transformando a forma como a ficção era produzida e consumida no país. Consternado, lamentou o infortúnio, e considerou Abel Couto uma figura central e pioneira da teledramaturgia em Angola. Considera a morte uma perda insubstituível, dado que o seu papel de pioneiro estabeleceu as bases para os profissionais que o sucederam.
Para Franciskete “existem pouquíssimos especialistas [estimados em menos de dez] com o nível de domínio de teledramatologia que Couto possuía”. “Abel Couto deixa um vazio na cultura angolana, recordado não apenas como o pioneiro da ficção para o pequeno ecrã, mas como um profissional generoso cuja experiência técnica permanece como um padrão de excelência para a classe do audiovisual em Angola”, observou.
POR: Augusto Nunes









