EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 30 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A importância da detecção precoce da perda auditiva

Jornal OPaís por Jornal OPaís
29 de Setembro, 2025
Em Opinião

Num mundo em que a comunicação é essencial ao desenvolvimento individual e à integração social, a capacidade de ouvir assume um papel fulcral. No entanto, um número considerável de crianças em Angola enfrenta dificuldades auditivas que, se não forem detectadas e tratadas atempadamente, podem comprometer de forma irreversível o seu desenvolvimento cognitivo, emocional e académico.

Poderão também interessar-lhe...

Inteligência artificial: a necessidade de não confundirmos espelho com janela

A ilusão da agenda cheia

Publicidade e propaganda não são sinónimas

A perda auditiva na infância é, muitas vezes, subestimada ou confundida com atrasos na fala ou problemas de comportamento. Em muitos casos, trata-se de uma condição transitória, como nas otites serosas, que com tratamento médico adequado ou uma pequena cirurgia, pode ser resolvida sem consequências de maior. Contudo, existem situações mais graves, nomeadamente a surdez neurossensorial permanente, que exigem uma intervenção precoce e multidisciplinar, desde o diagnóstico à reabilitação cognitiva e apoio educativo especializado.

É fundamental distinguir, desde logo, dois grandes grupos de surdez infantil: a congénita e a adquirida. A surdez congénita está presente à nascença e pode ser de origem genética ou causada por factores pré-natais e perinatais, como infecções intra-uterinas ou complicações no parto.

Por outro lado, a surdez adquirida pode surgir a qualquer momento da infância, frequentemente associada a infecções do ouvido, meningites, traumatismos cranianos ou até exposição a ruído excessivo.

Apesar da diversidade de causas e manifestações, há um ponto comum em todos os casos: o diagnóstico precoce é determinante. Um bebé que, aos seis meses, não reage a sons, ou uma criança de dois anos que ainda não verbaliza palavras compreensíveis, devem ser avaliados por um especialista. Atrasos no diagnóstico podem resultar em lacunas graves na aquisição da linguagem, no rendimento escolar e na relação com os outros.

Felizmente, os avanços na medicina e na tecnologia auditiva permitem hoje rastrear a audição desde as primeiras horas de vida, através de exames simples e não invasivos como as otoemissões acústicas. A detecção precoce, quando seguida de uma intervenção adequada, seja médica, cirúrgica ou com recurso a próteses auditivas, como os implantes cocleares, pode alterar por completo o percurso da criança.

Por isso, a detecção precoce de alterações auditivas não é apenas desejável, mas sim essencial. Neste caso, é crucial reforçar a importância de rastreios auditivos em idade neonatal, pré-escolar e escolar. Esta prática, infelizmente, nem sempre é universalizada, sendo determinante para minimizar as consequências negativas que uma perda auditiva pode provocar.

Quando detectada atempadamente, a surdez, mesmo que permanente, pode ser contornada através de programas de reabilitação auditiva, ensino especial e apoio multidisciplinar, permitindo à criança desenvolver-se de forma muito mais próxima da norma. Para além da actuação clínica, é também urgente apostar na prevenção. Em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 466 milhões de pessoas sofrem de perda auditiva com marcas de invalidez. Deste total, 34 milhões são crianças.

E, ainda de acordo com a OMS, este quadro pode piorar até 2050, quando mais de 900 milhões de pessoas deverão registrar perda de audição nesse mesmo nível. A vacinação contra doenças como o sarampo, a rubéola ou a papeira, o acompanhamento pré-natal adequado, os cuidados durante o parto e a sensibilização para os perigos de fármacos ototóxicos são medidas simples, mas de eficácia comprovada.

Neste contexto, a escola e a família desempenham um papel decisivo. São frequentemente os primeiros a notar que algo não está bem, seja porque a criança não responde ao ser chamada pelo nome, tem dificuldades em seguir instruções ou apresenta um desenvolvimento da linguagem aquém do esperado. A sua atenção e prontidão em procurar ajuda especializada pode ser o primeiro passo para evitar um diagnóstico tardio.

A aposta na formação contínua de profissionais de saúde, a criação de protocolos de referência entre escolas e unidades de saúde, e o reforço do apoio às famílias com crianças surdas, são medidas que devem ser encaradas como investimento no futuro e não como despesas a adiar.

Porque ouvir é mais do que captar sons. É compreender o mundo, estabelecer relações, aprender e crescer. Negligenciar a surdez infantil é fechar portas ao potencial de uma criança. É tempo de escutar os sinais e agir.

Por: Priscilla Thompson

Fonoaudióloga e Coordenadora da Audioclinic

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

Inteligência artificial: a necessidade de não confundirmos espelho com janela

por Jornal OPaís
30 de Junho, 2026

Reza uma “estória” popular angolana que uma senhora, dona de casa, tinha por hábito passar o dia na janela a...

Ler maisDetails

A ilusão da agenda cheia

por Jornal OPaís
30 de Junho, 2026

Antes de entrarmos na reflexão de hoje, permitam-me começar com uma palavra de gratidão. No sábado completei 42 anos. Os...

Ler maisDetails

Publicidade e propaganda não são sinónimas

por Jornal OPaís
30 de Junho, 2026

É comum, na nossa socie dade, ouvir os termos publicidade e propaganda com certa regularidade como se fossem sinónimos. Do...

Ler maisDetails

O giz e as fichas: quando a sorte substitui o saber

por Jornal OPaís
30 de Junho, 2026

A educação sempre foi o alicerce silencioso sobre o qual erguemos a dignidade humana. É um processo vital que ganha...

Ler maisDetails

Brasil vence Japão ao “cair do pano” e carimba passe para os oitavos-de-final

30 de Junho, 2026

JUCICA considera registo eleitoral factor de inclusão social

30 de Junho, 2026

Luanda acolhe reunião da Mesa da Conferência da União Africana

30 de Junho, 2026

Angola e Estados Unidos formalizam parceria militar estratégica com a Guarda Nacional de Ohio

30 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.