Reza uma “estória” popular angolana que uma senhora, dona de casa, tinha por hábito passar o dia na janela a observar o movimento das pessoas na rua.
A todo o momento, ela chamava um familiar para dizer, “olha aquele senhor passou hoje novamente todo amarrotado, tipo saiu agora da boca do lobo”, “olha aquela moça já não tem jeito, veste assim todos os dias, toda sambwumbwa”, que na gíria popular quer dizer toda à toa. Era assim todos os dias. Até que, num belo dia, um dos em pregados decidiu dar um jeito na situação.
Lavou a janela onde a senhora ficava sentada. E, para o espanto, a dona de casa, naquele mesmo dia, acordou, foi à janela e gritou espantada: “olhem hoje está toda a gente limpa”.
Ao que o empregado rispostou dizendo: “Não, minha senhora, o problema é que a janela estava tão suja durante muitos anos”. Tal como a Revolução Industrial obrigou as sociedades a repensar o trabalho e a justiça social, a revolução da Inteligência Artificial (IA) coloca-nos perante questões igualmente decisivas.
Por: NZONGO BERNARDO DOS SANTOS








