Antes de entrarmos na reflexão de hoje, permitam-me começar com uma palavra de gratidão. No sábado completei 42 anos. Os anos continuam a passar a uma velocidade que, confesso, às vezes até assusta. Ainda ontem parecia que estava a entrar nos “entas” e, sem dar por isso, já somámos mais um.
Foram muitas mensagens, telefonemas, fotografias antigas recuperadas para arrancar um sorriso, publicações, áudios e palavras sinceras de pessoas que decidiram retirar alguns minutos do seu dia apenas para me desejar felicidades. Num tempo em que todos dizem não ter tempo para nada, alguém gastar o seu tempo connosco é, por si só, uma das maiores demonstrações de carinho que pode existir. A todos, do fundo do coração, o meu muito obrigado. Que Deus vos retribua em dobro todo o bem que me desejaram.
Aproveitando esta questão do tempo, dei comigo a pensar num fenómeno que tenho observa do cada vez mais no mundo corporativo. Vivemos na era das agendas cheias. Parece existir uma ideia silenciosa de que um bom profissional é aquele que tem o calendário completamente preenchido. Reuniões atrás de reuniões, chamadas, relatórios, visitas, sessões, e-mails. Se sobra uma hora livre, rapidamente aparece alguém para ocupá-la. Afinal, uma agenda com espaços vazios qua se parece denunciar falta de importância.
As lideranças, muitas vezes sem se aperceberem, alimentam essa cultura. Olham para uma agenda cheia e concluem que aquela pessoa está a produzir muito. O curioso é que uma agenda cheia nem sempre significa trabalho relevante, da mesma forma que uma agenda com espaço não significa falta de produtividade. Há dias em que trabalhamos doze horas e, no final, temos a sensação de que não fizemos na da verdadeiramente importante.
Por: LÍDIO CÂNDIDO VALDY








