O secretário-geral da UNITA, Álvaro Chikwamanga Daniel, denunciou nesta quinta-feira, 28, em conferência de imprensa, aquilo que considera “graves violações dos direitos fundamentais” alegadamente cometidas pela Polícia Nacional e pelo Tribunal da Comarca do Cuito, na sequência de uma marcha realizada cidade homónima, na província do Bié, no passado dia 23 de Agosto, e que culminou com a condenação dos seus dirigentes e militantes
Segundo o secretário- geral do “galo negro”, a actividade enquadrava-se nas comemorações do aniversário natalício do fundador da UNITA, Jonas Savimbi, e havia sido devidamente comunicada às autoridades locais no dia 21 do presente mês.
“Apesar da recepção formal da nota por parte do Comando da Polícia Nacional, os efectivos tentaram impedir a marcha, recorrendo a intimidações, ameaças e, posteriormente, a gás lacrimogéneo e disparos contra os militantes”, acusou.
Na sequência dos incidentes, a Polícia Nacional deteve o militante Felizardo Numuno Balaca no dia 23 de Agosto, disse Álvaro Daniel. Dois dias depois, continuou, foram também detidos os dirigentes municipais da UNITA no Cuito, Amélia Bernadette Xinguto e Aurélio Mesquita Cassinda Marques, conduzidos ao SIC Central e posteriormente submetidos a julgamento sumário.
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