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Sal de Angola passa a ser comercializado na RDC a partir da próxima semana

Bernardo Pires por Bernardo Pires
8 de Julho, 2025
Em Economia

Numa primeira fase, Angola vai exportar para o mercado da República Democrática do Congo (RDC) cerca de mil toneladas de sal, a partir de dia 14 deste mês, com realce para o sal para o consumo humano, seguindo-se nas outras fases o sal destinado à indústria agrícola e para a pecuária

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Duas empresas angolanas do sector salino, nomeadamente Salinas Calombolo e Salinas Makaka, sediadas ambas na província de Benguela, município da Baía Farta, assinaram recentemente um memorando com uma empresa congolesa democrata denominada Mbakidi Ngangu, com o objectivo de permitir as trocas de serviços entre ambas, especialmente no domínio da comercialização do sal produzido em Angola no mercado congolês.

O memorando, que entra em vigor a partir de 14 deste mês, vai permitir que as duas empresas angolanas exportem os seus produtos para os diversos mercados da RDC assim como facilitar a compra do sal por empresas congolesas nas produtoras angolanas, reduzindo custos e reforçando os laços comerciais entre os dois países.

Ao testemunhar a assinatura dos acordos, a directora nacional de pescas e sal, Fátima Delgado destacou a importância da assinatura do memorando para o reforço das relações económicas e comerciais para os dois países, e sobretudo contribuir positivamente na expansão dos produtos nacionais aos mercados internacionais.

“Visto que as nossas empresas têm capacidade para fornecer sal ao mercado nacional e poder também atender o mercado congolês, e tendo em conta o interesse manifestado pela empresa congolesa em obter o sal angolano, é neste âmbito que surge este memorando que marca o início de uma parceria estratégica e que vem reforçar as relações de negócios entre os dois países”, disse a representante do Ministério das Pescas e do Mar.

A responsável avançou que numa primeira fase serão exportadas cerca de mil toneladas de sal para Kinshasa, mensalmente, antevendo aumentar a quantidade em função da adesão e do entendimento entre as partes envolvidas.

Fátima Delgado adiantou que o primeiro passo na efectivação deste intercâmbio será dado já no dia 14 do corrente mês, altura em que uma delegação de empresas congolesas se irá deslocar à província de Benguela para então averiguar de perto a qualidade da produção angolana e definir os detalhes do processo de comercialização.

“A partir do dia 14, os congoleses deslocar-se-ão a Benguela para começarem então os trâmites do processo, conhecer de perto os produtos, constatar de perto a capacidade das empresas angolanas e, a partir daí, então dar os passos subsequentes de execução das exportações dos produtos de Angola”, reforçou.

A directora ressaltou ainda que Angola pretende se tornar uma referência na região Austral de África no que diz respeito à produção de sal e por isso tem avaliado vários mercados de países com o intuito de expandir o produto aos referidos mercados.

Empresas envolvidas optimistas nos resultados

Por seu lado, as empresas envolvidas no memorando não esconderam as suas satisfações e entusiasmos, mostrando-se optimistas nos resultados que poderão nascer desta parceria.

Para Nérsia Tyler, directora comercial das Salinas Calombolo, a assinatura do memorando traz inúmeras vantagens quer para as empresas angolanas quanto para o mercado congolês, destacando especialmente a possibilidade de poder satisfazer directamente as necessidades de milhares de famílias da RCD.

“Um dos maiores benefícios deste memorando vai ser a possibilidade de podermos levar os nossos produtos a outros mercados fora de Angola e, tendo em conta a dimensão geográfica e populacional do Congo, teremos os nossos produtos a alimentarem milhares de famílias e poderem ajudar a alavancar a nossa economia com a aquisição de divisas”, disse a directora comercial das Salinas Calombolo.

A mesma apontou também a possibilidade de, a partir do mercado congolês, os produtos angolanos poderem igualmente atingir outros mercados de países vizinhos da RDC, dada a sua localização geográfica e as relações comerciais que tem com outros países.

Já Manuel Messai, director administrativo das Salinas da Macaca considerou a assinatura do memorando um passo histórico para a sua empresa, tendo em conta que a mesma há muitos anos que vem lutando para se poder expandir noutros mercados fora de Angola.

“Este memorando é para nós uma grande valia e traz-nos uma grande visibilidade, uma vez que estamos já há uns anos a lutar para ver se conseguimos exportar o nosso sal noutros mercados, então este acordo acreditamos que vai trazer uma nova perspectiva para a nossa empresa e para a produção nacional”, afirmou.

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