EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 26 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Eles defenderam a Pátria

Jornal Opais por Jornal Opais
16 de Dezembro, 2024
Em Opinião

Como quem não quer nada, quando a nostalgia me consome, vou vasculhando o meu baú de recordações, coisa que faço quando percebo que já não sou mais o “petit” que foi salvo da primeira emboscada pelo comandante Ndozi. Éramos jovens e adolescentes quando tomamos contacto com a guerra para defesa da integridade nacional e fomos apanhados no olho do furacão.

Poderão também interessar-lhe...

O futuro não se espera – investe-se

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Lavar a honra – Vidas de Ninguém (XXV)

A linguagem universal do futebol

Vergado o regime colonialista de Lisboa, não nos apercebemos de que a força hegemónica na África Austral tinha a marca da discriminação e segregação racial: o regime do apartheid instalado em Pretória desde que era uma colónia britânica.

Fomos para a guerra, enterramos, em poucos casos, nossos camaradas, produzimos a Paz. Essa era a nossa missão enquanto militares, mas a vida não sorriu tanto assim para todos.

Excelente seria se todos os que atendemos à chamada da Pátria para a Resistência Popular Generalizada hoje estivéssemos a desfrutar, efectivamente, os frutos da Paz. Mas muitos tombaram na primeira esquina, outros nem tanto, ficaram nas recordações as suas façanhas.

Hoje, os resistentes e sobreviventes são atirados para o esquecimento e a indiferença. Um dos que chegaram ao Dia da Paz foi o actual comissário da polícia nacional na reforma, Nazaré Manuel Cardoso (Lalé). No baú das recordações, encontro fotos que são retratos da história. Em 1984, a guerra estava no auge, na Cahama. A aviação sul-africana semeava morte e destruição.

A via que ligava o Lubango a Ondjiva era conhecida como a “Estrada da Morte”. Até de noite os helicópteros dos racistas, armados com foguetes, atacavam as colunas militares.

A guerra mudou no dia em que chegaram ao teatro das operações defesas anti-aéreas sofisticadas. Os “karkamanos” experimentaram então o sabor amargo da derrota.

No início da Operação Savana, o comandante das tropas na Cahama era o capitão Farrusco. Face ao avanço das tropas invasoras, foi preciso recuar. Mas depois da vitória das FAPLA na Grande Batalha do Ebo, todo o Sul de Angola ficou libertado, em Março de 1976. As FAPLA enfrentaram milhares de homens, tanques, artilharias de longo alcance à aviação.

Mas as tropas invasoras nunca conseguiram passar as posições da Cahama. Os sul-africanos até atacaram com drones as posições das FAPLA. Na Cahama, não existia dia nem noite. Ninguém registava o dia da semana ou o mês. Os combatentes apenas sabiam que os aviões sulafricanos nunca saíam do ar e despejavam bombas que matavam.

A derrota dos sul-africanos deveuse não só ao heroísmo das FAPLA, mas também à chegada de material de guerra sofisticado. Sobretudo para a defesa anti-aérea. Entre 15 de Dezembro e 5 de Janeiro, as FAPLA eram fustigadas com ataques permanentes da aviação sul-africana. Os aviões estavam sempre por cima da Cahama. Um avião só partia quando chegava o outro.

Bombardeamentos de dia e de noite. Era o inferno. No auge da batalha, os sul-africanos desembarcaram tropas especiais. Os invasores foram atraídos para falsas posições, mas as FAPLA estavam na estrada para Xangongo.

Quem enfrentou as tropas blindadas foi o primeiro batalhão do segundo tenente Carlos Sachimo. Também enfrentou as forças especiais o terceiro batalhão do segundo tenente Kimbi.

Mais duas companhias de tanques comandadas pelos oficiais Silva e Vasco. Tudo mudou quando chegaram à Cahama armas modernas para a defesa anti-aérea. Eram canhões de 57 milímetros sincronizados. Mais o carro de combate Estrela Um, com foguetes.

A artilharia era comandada pelo primeiro tenente Dolizie. Tinha o canhão 130, o mais potente de todos. O segundo tenente Herbert tinha o canhão de 122 milímetros D-30. Os BM21 estavam com os oficiais À Vontade e Jackson. Chefe da artilharia da brigada, primeiro tenente Kiteculo. Hoje, toda a gente sabe o que é um drone. Mas, naquele tempo, ninguém falava nisso.

A guerra de agressão dos racistas sul-africanos a Angola serviu para experimentar novas técnicas de guerra. Uma delas foram os aviões não tripulados. Dada a potência da defesa anti-aérea, os aviões de guerra sul-africanos nunca mais apareceram na Cahama.

Eram enviados os drones. Na Cahama, os karkamanos provaram o sabor amargo da derrota. Abandonaram a região e foram para o Cuando Cubango. O povo voltou do Lubango para as suas terras.

As incursões da aviação da África do Sul no Cunene e Huíla acabaram, e também acabou a soberba de irem bombardear o Lubango quando lhes apetecia. Desde então, sobrevoavam a fronteira.

As FAPLA ainda foram reforçadas com o Quadrat, um sistema de mísseis anti-aéreo com radar próprio, autónomo na condução do tiro. Tinha grande capacidade de alcance, precisão e destruição.

Quando chegou essa arma, os sulafricanos registaram grandes baixas. Foram para o Cuando Cubango, mas lá sofreram a derrota final, no Triângulo do Tumpo.

Até à assinatura dos Acordos de Nova Iorque, os aviões sul-africanos nunca mais apareceram na Huíla e Cunene. Nem os drones. O percurso entre a Cahama e o Lubango passou a fazer-se sem problemas.

Acabou a supremacia dos karkamanos. Na segunda invasão dos racistas de Pretória, o comandante das tropas já era o capitão Nzumbi, o comissário político era o primeiro tenente Lalé, primeiro tenente Nando Mateus, chefe do estado maior, Carlos Bimbe, chefe das operações, David Makenguele, chefe técnico, primeiro tenente Kibela, chefe das comunicações, Nando Conho, comandante do segundo batalhão.

O comandante da região era o tenente-coronel Kianda. As FAPLA foram mesmo heróicas, e muitos dos seus heróis estão espalhados em todo o território nacional. Com o peso da idade e marcas da guerra, até são “insultados” pela geração pós 2002… Honra e glória aos heróis que não regressaram a casa!

 

Por: Alberto Kizua

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

O futuro não se espera – investe-se

por Jornal OPaís
26 de Junho, 2026

Vivemos numa época em que as pessoas procuram resultados rápidos, soluções imediatas e retornos instantâneos. No entanto, a experiência demonstra...

Ler maisDetails

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Lavar a honra – Vidas de Ninguém (XXV)

por Domingos Bento
26 de Junho, 2026

Ninguém caiu na conversa do Abe lardo quando veio insinuar que o velho Mbuta era bruxo. — Não é possível....

Ler maisDetails

A linguagem universal do futebol

por Jornal OPaís
26 de Junho, 2026

Há muito que o futebol deixou de ser apenas um jogo disputado por 22 jogadores dentro de um campo. Há...

Ler maisDetails

É de hoje… Até Dezembro, camaradas

por Dani Costa
26 de Junho, 2026

Há poucos anos, o comum era os adversários apontarem o MPLA como sendo um suposto exemplo de falta de democracia...

Ler maisDetails

Ministro da Defesa efectua visita de trabalho à província do Moxico

26 de Junho, 2026

Ministro da Administração do território constata processo do Registo Eleitoral Oficioso no Moxico Leste

26 de Junho, 2026

Angola considera que autoridade do Conselho de Segurança também depende da efectivação das resoluções

26 de Junho, 2026

‎Bié rende homenagem aos Mártires da Resistência da Guerra do Cuito

26 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.