EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 23 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Proconceito Linguístico Invertido: O que é? Como se faz?

Jornal Opais por Jornal Opais
10 de Fevereiro, 2023
Em Opinião

Dúvidas não nos restam de que alguns grupos sociais são mais prestigiados política e economicamente do que outros.

Poderão também interessar-lhe...

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Os carros que recusavam a sogra – Vidas de Ninguém (XXII)

Deus conhece cada lágrima derramada em silêncio…

O futuro do futebol angolanodeve começar nos clubes

O mundo, como se sabe, não é exactamente um mar de justiças.

Este facto social, que consiste na valorização de um grupo em detrimento de outros, acaba por se reflectir, inevitavelmente, nas línguas, que passam a ser, neste caso, veículos deste comportamento social.

Os antigos romanos, por exemplo, tinham por prática a imposição do latim aos povos que eram por eles invadidos.

E a história está repleta de exemplos como este, basta olharmos para África.

Mas, a par deste fenómeno social, há um outro, o do preconceito linguístico invertido, que mereceu igualmente a nossa atenção.

Preconceito linguístico invertido consiste, resumidamente, nas falsas conclusões a que chegam determinados linguistas (e não só) quando tratam de questões ligadas à língua.

Assim, pode dizerse que há dois “preconceitos linguísticos”: o primeiro está enraizado no DNA dos grupos que não conseguem, tal como os antigos romanos, perceber a heterogeneidade das línguas e, como consequência disso, rotulam, deselegantemente, os linguajares que se distanciam da norma-padrão.

O segundo, por outro lado, é o “preconceito linguístico invertido”, como preferimos chamar, um fenómeno forjado por alguns linguistas.

Aqui, no entanto, trataremos, rapidamente, já que a política do Jornal não nos permite escrever bastante, de alguns exemplos de preconceito linguístico invertido extraídos do livro “Preconceito Linguístico: O que é, como se faz?”, do linguista brasileiro Marcos Bagno.

No livro acima mencionado, Bagno denuncia alguns preconceitos (ou MITOS, como se lê no próprio livro) que gravitam em torno da língua portuguesa, sobretudo no Brasil.

E temos que confessar, desde já, que concordamos com muitos dos seus posicionamentos, entretanto, também indentificámos outros posicionamentos que se encaixam nas características de um preconceito linguístico invertido. Abaixo, veremos apenas um exemplo.

No mito 4, intitulado “As pessoas sem instrução falam tudo errado”, o autor defende a ideia de que as pessoas que pronunciam “bRoco”, “chicRete”, “cRáudia”, “pRanta” e outras palavras onde ocorre o rotacismo (troca do L pelo R) são estigmatizadas.

Na verdade, não temos dúvidas disso, aliás, mesmo em Angola, este fenómeno é também motivo de estigmatização, exclusão social, enfim.

No entanto, na página 41 do seu livro, o autor comete um dos vários preconceitos linguísticos invertidos.

Ele escreve: “Existem, evidentemente, falantes da norma culta urbana, pessoas escolarizadas, que têm problemas para pronunciar os encontros consonantais com L. Nesses casos, sim, trata-se realmente de uma dificuldade física que pode ser resolvida com uma terapia fonoaudiológica”.

Esta pode parecer uma simples afirmação, mas não o é, pois, para Bagno, fica claro que somente os falantes das normas não-padrão substituem, na fala, o L pelo R, o que não é verdade.

Segundo o autor, os falantes da norma culta urbana que falam daquela forma têm apenas “dificuldade física que pode ser resolvida com uma terapia fonoaudiológica”, mas, se se tratar de um falante da norma não-culta, o problema, para ele, é outro: é “atraso mental”.

Bagno foi vítima, como se vê, do preconceito linguístico invertido, pois os falantes das outras normas não são os únicos que falam daquela forma, aliás, o exemplo que ele mesmo deu de Camões, ainda na página 41, embora se trate de um caso que já idade avançada tem, é prova disso.

Ademais, também conhecemos pessoas letradas que pronunciam “baRde” (que é o mesmo fenómeno) no lugar de “baLde”, bem como há falantes da norma não-culta que dizem “baLde” e não “baRde”.

Portanto, o ideal é dizer que há mais chances de uma pessoa iletrada desviar-se da norma padrão, uma vez que esta só se ensina na escola, mas que todos podemos ser influnciados por este ou aquele fenómeno fonético.

 

Por: FAMOROSO JOSÉ

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Os carros que recusavam a sogra – Vidas de Ninguém (XXII)

por Domingos Bento
22 de Maio, 2026

Quando a mana Minga jurou, de pés juntos, que nunca pisa ria no carro do Seba — porque aquele era...

Ler maisDetails

Deus conhece cada lágrima derramada em silêncio…

por Jornal OPaís
22 de Maio, 2026

O Decreto Presidencial que estabelece o luto nacional em memória dos angolanos falecidos durante os conflitos armados entre 1975 e...

Ler maisDetails

O futuro do futebol angolanodeve começar nos clubes

por Jornal OPaís
22 de Maio, 2026

Em cada derrota das selecções jovens, abre-se imediatamente um tribunal popular: culpam-se treinadores, dirigentes, árbitros, estágios mal-organizados e até o...

Ler maisDetails

Angola não pode deixar de (continuar) abraçar um dos seus filhos do peito

por Jornal OPaís
22 de Maio, 2026

Ponto prévio. Sou o tipo de pessoa, como muitos, que não coloca a mão no fogo por ninguém. Mas para...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Fixind capacita jornalistas em matéria de mobiliários

22 de Maio, 2026

Governador entrega meios tecnológicos à Rádio Mais/Huambo

22 de Maio, 2026

Acto de consignação para requalificação da biblioteca do Cazenga acontece nesta segunda-feira

22 de Maio, 2026

Estudantes angolanos podem começar formação em tecnologias de produção e gestão de drones na Nigéria

22 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.