O presidente da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA), Dinis Marcolino Eurico, procedeu, em nome da sua instituição religiosa, ao cair do dia de quarta-feira, 22, à doação de bens diversos. O acto simbólico de entrega ocorreu na sede do Governo de Benguela, em cerimónia testemunhada pelo governador Manuel Nunes Júnior.
O líder religioso explicou, em declarações à imprensa, que a sua denominação religiosa tomou conhecimento, com profundo sentimento de pesar, da tragédia ocorrida no dia 12 de Abril e não podia ficar indiferente, face ao infortúnio que assolou mais de 33 mil pessoas.
Ele louva o facto de maior parte das pessoas não ter perdido a vida, apenas os bens, ao sublinhar que estes bens podem ser recuperados a qualquer momento. “Os bens podem ser recuperados. Lamentamos as vítimas. Houveram mortes”, manifesta o responsável.
O sacerdote socorre-se da Santa Palavra de Deus para sustentar a tese de que, para os cristãos, a morte não é o fim, mas o começo de uma outra forma de viver. “Morremos para viver e vivemos para morrer. Portanto, esta é a esperança dos crentes. Àqueles que perderam os seus ente-queridos, deixamos esta palavra de consolo”, invoca o ministro sagrado.
O líder da IESA diz ter trazido um total de 20 toneladas de bens diversos, entre farinha de milho, roupas, sapatos e outros bens considerados essenciais para a sobrevivência dos sinistrados. O reverendo Dinis Eurico procedeu à entrega simbólica dos bens ao governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, com quem manteve, momentos antes, uma reunião. O responsável garante ter sido informado pelo governante de que a situação, em Benguela, está bastante difícil, todavia muita gente se tem solidarizado.
“Ele também mencionou que cerca de 33 mil pessoas foram afectadas, mas, agora, pouco a pouco, as pessoas estão retornando para suas casas, sobretudo aquelas que não caíram, apenas tiveram água”, descreve, considerando preocupante o quadro de Benguela e considera, por conseguinte, que exige ajuda de todos.
“Deixo um apelo a todos. Costuma-se dizer ‘bago a bago a galinha enche o papo’. Portanto, se todos nós, cada um do pouco que tem, partilhar com aqueles que nada têm, nós vamos ajudar aqueles que estão a viver esta situação. Todos aqueles que podem dar alguma coisa o façam com alegria”, apela.
Eurico enaltece o esforço empreendido por vários voluntários que, desde a primeira hora, quando tomaram conhecimento do sucedido, ajudaram às vítimas, na perspectiva de garantir o conforto de que elas precisavam, em virtude do drama vivido.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela









