O presidente da Igreja Evangélica Sinodal de Angola, reverendo Dinis Marcolino Eurico, afirmou, em conferência de imprensa, que a cruzada evangelística da sua denominação religiosa, aprazada para os dias 6 e 10 de Maio, na cidade do Lobito, em Benguela, vai ter um impacto significativo, realçando que o poder espiritual fará com que quem roubou dinheiro ao Estado possa vir a confessar os seus pecados e, por conseguinte, devolvê-lo para ser usado em benefício de todos.
O presidente da Igreja Evangélica Sinodal de Angola projecta uma cruzada evangelística por via da qual espera que quem, insistentemente, desviava bens públicos venha a converter-se a ponto de seguir uma conduta diferente, confessando os seus pecados.
“Alguns bares vão fechar”, prevê, ao lembrar que, na terceira cruzada evangelística, no local onde o evento foi realizado, em 2025, havia um bar que estaria a destruir jovens, vendendo bebidas alcoólicas e, depois da cruzada, “aquele bar fechou até hoje. E nasceu lá uma igreja”, garante.
De acordo com o responsável, o impacto da cruzada vai ser muito forte, devendo trazer harmonia entre famílias. “E maridos que tinham abandonado as suas mulheres vão voltar novamente”, projecta.
O líder religioso afirma que o evento vai ter um impacto tão significativo, do ponto de vista espiritual, a ponto de obrigar a quem tiver roubado dinheiro ao Estado confessar e, por conseguinte, devolvê-lo para ser usado em benefício dos cidadãos e não precisar que o tribunal ande atrás dele.
“Eles mesmos, tocados, vão devolver esse dinheiro. O impacto será muito grande, porque os feiticeiros do Lobito e de toda Angola, que faziam muitos males, vão se converter e muitos males vão desaparecer. Essa coisa dos caixões, pessoas que matam pessoas, colocam tala no gabinete do chefe, não vai acabar, mas vai reduzir consideravelmente”, garante o ministro do altar do Senhor.
Segundo disse, o evento religioso, que prevê reunir fiéis de toda parte de Angola, vai proporcionar uma sociedade mais tranquila, ao mesmo tempo que prevê produzir cidadãos mais comprometidos com a pátria.
Ele ressalta, neste particular, que os jovens que, volta-e-meia, são acusados de destruição de bens públicos vão deixar de fazê-lo, porquanto a palavra a ser ministrada vai ter impacto tão significativo que os cidadãos vão deixar de más práticas e, neste diapasão, a Polícia Nacional vai ter pouco trabalho, no que se refere à detenção de pessoas sob suspeita de vandalização de bens.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela









