A falta de combustível que se regista há algum tempo na cidade do Lubango, capital da província da Huíla, tem vindo a forçar os homens dos azuis e branco a realizarem os seus trabalhos em linhas curtas, para a preocupação dos utentes que temem situações piores caso o problema persista.
Há quase uma semana, a província da Huíla, a par das demais do país, tem vindo a enfrentar uma escassez de combustível, o que obriga os automobilistas a passar noites nos postos de abastecimento, com o objectivo de encher o depósito das suas viaturas.
A situação faz com que muitos automobilistas, sobretudo os taxistas, passem dias sem trabalhar, o que coloca os motoristas e patrões em rota de colisão pelo não cumprimento dos acordos estabelecidos.
O Jornal OPAÍS saiu à rua para constatar a realidade destes homens do volante, bem como dos utentes dos seus serviços.
Para os automobilistas, a colisão entre estes e os patrões passa por prestar o serviço de táxi em linhas curtas, com o objectivo de “garantir” a conta do patrão.
“Eu estou a fazer linhas curtas, porque fiquei dois dias sem trabalhar só para conseguir combustível, porque aqui na cidade do Lubango está mesmo difícil e o patrão não quer saber disso, para não aumentar o preço e ser acusado de especulação, eu saio do Mutundo até ao Bate Chapa e do Bate Chapa até ao Arco-íris”, disse Anastácio Ndumbo, taxista.
Joana Marcolino, estudante, disse que a situação tem vindo a causar constrangimentos particularmente na vida dos estudantes que dependem dos pais, porque estes contam apenas com uma única viagem para os seus educandos.
“Está difícil, porque os pais sabem que para o seu filho ir e voltar da escola ele precisa apenas de 600 kwanzas, ou seja, 300 para ida e 300 para o regresso, mas quando encontramos os táxis a fazerem linhas curtas, isso complica a nossa vida, por isso, gostaríamos que quem de direito fizesse alguma coisa para alterar a realidade”, apelou.
Por: João Katombela, na Huíla









