Os municípios do leste da província da Huíla, nomeadamente Tchipindo, Kuvango, Jamba e Dongo, possuem recursos naturais, concretamente ouro, que tem vindo a atrair diversos cidadãos nacionais e estrangeiros. Nos últimos dias, o Comando Provincial da Polícia Nacional desactivou uma mina na localidade de Kahali, que albergava mais de 40 mil pessoas.
O secretário de Estado dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Jânio Correia Victor, reuniu-se, no princípio da tarde de hoje, com membros do Governo Provincial da Huíla para traçar metas que visam o combate à exploração ilegal de ouro na província.
Na sua intervenção, o governador da Huíla, Nuno Bernabé Mahapi, disse que a situação da exploração de ouro no território sob sua jurisdição tem vindo a ganhar contornos alarmantes, pelos seus impactos não só na economia nacional, mas também no meio ambiente.
“Juntos podemos formar uma grande equipa que pode trabalhar para a resolução dos diversos problemas do sector que ainda preocupam. Estamos aqui para, juntos, trabalharmos nas soluções que visam combater a exploração ilegal de ouro na nossa província”, disse.
Por seu lado, Jânio Correia Victor disse que recebeu do governador da Huíla informações sobre a actividade mineira na província.
Durante a sua estadia na província da Huíla, a comitiva vai deslocar-se aos municípios afectados pela exploração ilegal de ouro, para aferir o impacto da actividade ilegal.
“Este é um fenómeno que não pode ser simplesmente visto. É um fenómeno social. Nós não temos exploração ilegal só em Angola. O garimpo ocorre em zonas onde existem sedimentos, onde a exploração pode ser feita com instrumentos rudimentares. Infelizmente, este é um sector que está a ser mal aproveitado, tanto no ouro como no diamante. Nós, como ministério que superintende os recursos minerais, temos de tomar as rédeas da situação com outros sectores. Existe, de facto, uma preocupação do Governo com esta situação, e nós estamos aqui para trabalhar nisso”, afirmou.
Por: João Katombela, na Huíla








