O município de Capunda Cavilongo, na província da Huíla, é um dos maiores produtores de hortícolas na região sul. No entanto, as condições em que se encontram as estradas que ligam o referido município aos maiores centros de consumo, como Lubango e Hoque, condicionam a produção de vários bens do campo.
Os habitantes do município de Capunda Cavilongo dedicam-se maioritariamente à agricultura, com a produção de diversos produtos do campo, com realce para as hortícolas, como repolho, cebola, tomate e cenoura, e cereais, como o milho, a ginguba, o massango e a massambala.
No entanto, a falta de estradas tem estado a condicionar a produção em larga escala, por falta de mercado. Ainda assim, para a época agrícola que termina, o município de Capunda Cavilongo prevê colher 800 toneladas de milho e 300 de ginguba. Entretanto, a falta de escoamento continua a ser a maior preocupação dos camponeses e das autoridades administrativas, como disse o camponês Padro Seculo.
“As nossas estradas estão muito mal, por isso nós preferimos cultivar só aqui, que podemos consumir e transportar nas motorizadas, mas as nossas terras são férteis e com condições para produzir de tudo um pouco”, disse.
Por seu lado, o administrador municipal, Jái Frederico, disse que a falta de estradas transitáveis que ligam o município que dirige ao resto da província da Huíla tem contribuído para a inexistência de investidores em todos os sectores.
“O nosso município é potencialmente agrícola, perto de 50 ou 70 por cento do que se vende no mercado informal do quilómetro 40, no município do Hoque, é produzido pelos camponeses do nosso município, mas não há lá grandes investimentos em todos os sectores, porque a falta de estrada faz fugir os investidores”, reconheceu.
Por: João Katombela, na Huíla





