As vinte e duas vítimas mortais do acidente de viação registado na madrugada desta segunda-feira, no Cuanza-Sul, que inicialmente encontravam-se no hospital local, foram transferidas para a morgue da província de Benguela, para que se procedam às recolhas das amostras de ADN.
O método deve-se ao facto de as vítimas terem perdido a vida de forma carbonizada, sendo necessário a recolha das amostras de ADN dos sinistrados e das famílias para o devido reconhecimento dos cadáveres.
De acordo com a responsável do Hospital de Benguela, Fátima Almeida, dos 22 cadáveres que deram entrada naquela unidade hospitalar, 18 estão totalmente carbonizados, identificados como passageiros do autocarro.
“Foram 18 casos totalmente carbonizados, e quatro que se encontravam no veículo de três rodas vulgo “kaleluia”, que não se encontram totalmente carbonizados”, esclareceu a médica.
Vale recordar que o sinistro, ocorrido por volta das 04 horas desta segunda-feira, resultou de uma colisão entre um autocarro que transportava 47 pessoas a bordo contra uma motorizada de três rodas que transportava quatro pessoas e bidões de combustíveis.
Após o embate, os dois veículos pegaram chamas de forma súbita, o que provocou a morte por carbonização de 22 pessoas, enquanto outras 12 encontram-se feridas, das quais quatro em estado grave, tendo sido encaminhadas ao novo hospital dos queimados Presidente Julius Nyerere, localizado no município do Kilamba, em Luanda.
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