Uma missão de alto nível do Banco Mundial realizou, nesta Segunda-feira, uma visita de acompanhamento ao Hospital Regional do Lobito, na província de Benguela, para avaliar o andamento do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde, financiado pela instituição internacional e implementado em parceria com o Ministério da Saúde.
Segundo uma nota de imprensa enviada hoje ao Jornal OPAÍS, a deslocação teve como foco o reforço da articulação entre a formação teórica e a prática clínica, bem como a melhoria das competências técnicas dos profissionais de saúde, no âmbito do fortalecimento do sistema nacional de saúde.
A missão foi liderada pelo coordenador e gestor da Unidade de Implementação do Projecto, Job Monteiro, e integrou o líder da equipa do Banco Mundial, Humberto Cossa, especialistas da instituição financeira e representantes do Instituto de Especialização em Saúde. Pela província de Benguela participaram responsáveis do sector da saúde, incluindo o director provincial de Saúde, António Cabinda, e a directora do Hospital Regional do Lobito, Florinda Miranda.
Durante a visita, a delegação percorreu as áreas actualmente em reabilitação, com destaque para a futura zona de formação destinada a acolher cerca de 200 estudantes da área da saúde. O espaço integra o processo de transformação gradual da unidade hospitalar em hospital-escola, com componente docente e científica.
Segundo informações apresentadas durante a missão, as obras deverão ser concluídas ainda este ano.
A equipa avaliou igualmente o funcionamento dos serviços assistenciais e a ligação entre a actividade clínica e a formação prática dos futuros profissionais de saúde.
Na ocasião, a directora do Hospital Regional do Lobito destacou o aumento da procura pelos serviços da unidade, que atende não apenas o município do Lobito, mas também pacientes provenientes de Benguela, Caimbambo e de províncias vizinhas.
Actualmente, o hospital conta com cerca de 1.100 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e pessoal de apoio.
Florinda Miranda considerou que a instituição atravessa uma fase de transformação significativa, afirmando que o projecto está a contribuir para a concretização da visão de tornar o hospital numa referência de ensino e formação em saúde. Apesar dos avanços, reconheceu que persistem desafios ligados ao financiamento, equipamentos e disponibilidade de quadros especializados.
No âmbito do projecto, 47 profissionais já beneficiaram de formação no exterior, enquanto outros continuam a ser capacitados no país.
Por sua vez, Humberto Cossa sublinhou a importância estratégica da iniciativa, defendendo a necessidade de garantir que os profissionais adquiram competências práticas ajustadas às exigências dos hospitais e dos serviços de saúde.
Já o presidente do Instituto Politécnico da Caála, Hélder Chipindo, explicou que o modelo de formação adoptado assenta numa metodologia modular, intensiva e orientada para resultados, privilegiando a componente prática e a avaliação contínua dos estudantes.
O coordenador do projecto, Job Monteiro, afirmou que a missão teve igualmente como objectivo avaliar indicadores, metas e desafios de implementação, além de recolher contribuições das instituições envolvidas para aperfeiçoar a execução do programa.
O projecto contempla ainda a formação em áreas como Bioquímica Clínica e Hematologia, consideradas fundamentais para o reforço da capacidade técnica do sistema de saúde angolano.
A visita terminou com um encontro entre a delegação e estudantes dos cursos de Bioquímica Clínica e Hematologia, desenvolvidos em parceria com o Instituto Politécnico da Caála.
Os formandos destacaram a relevância da formação prática em ambiente hospitalar para a sua preparação profissional.








