O coordenador do Observatório Político e Social de Angola (OPSA), Sérgio Calundungo, defendeu tratamento igual e justo aos utentes dos serviços públicos prestados pelos mais variados serviços.
Falando na Conferência do Dia Africano da Função Pública, que decorreu esta segunda-feira, em Luanda, o também sociólogo disse que, para se considerar a qualidade no atendimento, não basta simplesmente que o utente vá a um serviço e o mesmo seja resolvido.
Para o especialista, é necessário complementar a ideia do tratamento igual e justo, no sentido de que quem vai a um serviço público, deve observar, no mínimo, três princípios, sendo o da cordialidade de quem o atende, igualdade, porque o cidadão não precisa ter um sobrenome ou pagar mais do que aquilo estipulado por lei, outra situação tem a ver com as questões da rapidez, simplificação e celeridade dos processos.
“Um serviço que pode demorar 30 minutos ou uma semana para ser resolvido, não pode se transformar em um mês, sem que para tal, tenha a possibilidade de receber uma explicação do que aconteceu e também o serviço tem de permitir que as sugestões, reclamações e observações do cidadão, recebam o devido feedback da parte que presta o serviço. Neste quesito, parece que alguns utentes sentem-se órfãos, já que as reclamações parecem não ter efeito”, alertou.
Sérgio Calundungo reconhece que a quem fica satisfeito, simplesmente, porque resolveu o problema, mas às pessoas são cada vez mais exigentes. Não basta que se resolva o problema, é preciso que o cidadão tenha a sensação de que o tratamento é justo para todos.








