Angola participa no Fórum dedicado ao reforço dos Sistemas de Aviso Prévio, à acção antecipada e à redução do risco de desastres, que reúne especialistas, instituições públicas, parceiros de desenvolvimento e representantes de diferentes países.
A informação consta de uma nota enviada hoje ao Jornal OPAÍS.
Segundo o documento, os trabalhos dos dois painéis realizados estiveram centrados na importância de antecipar os riscos, melhorar a qualidade da informação e garantir que os avisos cheguem atempadamente às populações expostas, permitindo uma actuação precoce e coordenada.
Entre os principais temas abordados destacaram-se a monitorização e previsão de fenómenos extremos, os sistemas de aviso prévio multirriscos, a comunicação dos alertas, a acção antecipada, a participação das comunidades e a utilização de dados e novas tecnologias na gestão do risco de desastres.
Os participantes defenderam igualmente o reforço da articulação entre serviços meteorológicos e hidrológicos, protecção civil, autoridades locais, comunidades, instituições científicas, sector privado e parceiros, como condição para assegurar sistemas de aviso mais eficientes e orientados para a protecção de vidas e bens.
Outro aspecto destacado foi a necessidade de adoptar avisos baseados nos impactos, permitindo que as populações e as instituições compreendam não apenas a possibilidade de ocorrência de determinado fenómeno, mas sobretudo os seus potenciais efeitos e as medidas que devem ser tomadas antecipadamente.
A experiência apresentada pelos diferentes intervenientes evidenciou ainda desafios relacionados com a sustentabilidade das redes de monitorização, manutenção dos equipamentos, capacitação técnica, financiamento, partilha de dados e alcance dos alertas junto das comunidades mais vulneráveis.
Em síntese, os debates reforçaram a necessidade de uma mudança de paradigma, passando de uma resposta predominantemente reactiva para uma abordagem assente na prevenção, preparação, antecipação e acção precoce.
A participação de Angola permite recolher experiências e boas práticas com potencial de aplicação no contexto nacional, particularmente no processo de reforço e recuperação dos Sistemas de Aviso Prévio e dos mecanismos de preparação e resposta a eventos extremos.
A delegação angolana é representada pelo a comissário bombeiro Joaquim António, em representação do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.





