O secretário executivo em exercício e vice-bastonário da Ordem dos Biomédicos de Angola, António Fonseca Canjonde, dirigiu um apelo público à ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, e aos proprietários e profissionais que exercem actividade em clínicas de estética em Angola para que se unam e exijam o reconhecimento e o alinhamento institucional com a Ordem dos Biomédicos de Angola.
Na mensagem, o biomédico afirma existir uma persistente ignorância do Ministério da Saúde (MINSA) relativamente ao papel legal e técnico-científico da Ordem dos Biomédicos de Angola na regulação das actividades inerentes à Biomedicina, nomeadamente as práticas de estética avançada.
Segundo António Fonseca Canjonde, a nível mundial, nenhum enfermeiro e nenhum médico é considerado profissional de estética por formação base, defendendo que a estética constitui uma das saídas naturais e especializadas da Biomedicina.
O responsável acrescentou que esta área exige competências específicas em bioquímica, microbiologia, anatomia, fisiologia, biossegurança e tecnologias aplicadas, que considera serem domínio exclusivo dos biomédicos.
Na sua comunicação, sustenta ainda que sem um alinhamento urgente e efectivo entre o Ministério da Saúde e a Ordem dos Biomédicos de Angola, continuam a proliferar situações irregulares que, na sua perspectiva, colocam em risco a saúde pública, geram concorrência desleal e desvalorizam a formação especializada dos profissionais da área.
No documento, António Fonseca Canjonde felicita o mandato da ministra da Saúde, afirmando que tem sido “maravilhoso” em várias frentes e que tem proporcionado avanços significativos para o sector.
Contudo, considera fundamental que seja dado o devido crédito e reconhecimento à Ordem dos Biomédicos de Angola, instituição que, segundo refere, tem contribuído para o bem-estar da população angolana por meio da formação contínua, da defesa da qualidade técnica e da promoção da saúde pública.
Por fim, o vice-bastonário apelou aos donos de clínicas de estética, biomédicos especializados, esteticistas formados em Biomedicina e demais profissionais da área para que apoiem o reconhecimento oficial da competência exclusiva da Ordem dos Biomédicos de Angola na regulação e supervisão das actividades de estética no país.








