O Tribunal Supremo (TS) começou a ou vir ontem, 06, as testemunhas arroladas no processo que envolve José Lourenço Pereira, antigo juiz da 8.ª Secção da Sala de Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda, acusado de defraudar mais de 480 milhões de kwanzas e um milhão de dólares
Em declarações prestadas ao Tribunal, as testemunhas alegaram que o arguido terá usado do seu poder para enviar ofícios a unidades bancárias para movimentações de somas avultadas de dinheiro. William Alberto dos Santos Carvalheda foi o terceiro declarante presente a ser ouvido pelo TS, numa audiência em que se verificaram as ausências de dois declarantes arrolados no processo.
Diante dos magistrados, o indivíduo, antigo gerente da PKF (que faz parte do escritório de advoga dos Denis Almeida), confirmou que havia sido feita uma transferência de 1 milhão de dólares da conta de Joaquim Sebastião, antigo director do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), por suposta dívida pendente que este terá contraído com o referido escritório de advogados.
Consta da acusação do Ministério Público (MP) que o juiz José Pereira terá usado do seu poder para ordenar ao Banco Millenium Atlântico que desbloqueasse a conta bancária número 2263/62/18, titulada por Joaquim Sebastião.
Perguntado se o ex-director do INEA tinha conhecimento desse valor trans ferido, William afirmou que não sabia dos contornos das negociações entre seus antigos chefes e Joaquim Sebastião.
Entretanto, o MP afirmou que, no depoimento proferido à Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), William terá dito que, do valor transaccionado da conta de Joaquim Sebastião, 65.000 dólares terão sido transferidos a Eugénio Carlos Massango, também declarante no processo.
Em resposta, o declarante disse não conhecer muito bem os nomes mencionados no processo, além de que actualmente é funcionário da TAAG e não da PKF, como era no momento em que prestou tais declarações.
Por: Germano Notícia









