De acordo com os familiares, o homicida de 62 anos, que atende pelo nome de Prazeres Jacinto, além de frio, tem histórico de assédio contra as sobrinhas que viviam com a malograda Benvinda Daniel, sendo que as que não cediam às suas investidas eram retiradas de casa. A última vítima, agora com 16 anos, começou a ser abusada com 12 anos de idade
No exterior da ca- sa do óbito, no bairro Mundial, o clima que paira no seio da família, amigos e vizinhos de Benvinda Daniel é pesado. Os parentes da mulher de 47 anos e das outras 4 vítimas mortais se decaíam aos prantos pelo episódio trágico que ceifou a vida de quatro mulheres da mesma família.
Como quem invoca o adágio “homem não chora”, Gilberto Sapalo, com as palavras controladas e as lágrimas contidas, começou por destacar as qualidades que a prima, Benvinda Daniel, possuía enquanto viva. Segundo Gilberto, a malograda era um dos pilares da família oriunda de Benguela, era também referência no bairro e na praça onde vendia materiais de construção.
“Na nossa família, ninguém saía de Benguela para Luanda e não passava pela casa da Benvinda”, frisou. O gosto de acolher e a solidariedade, explicou, fizeram com que Benvinda Daniel tomasse alguns sobrinhos como filhos, sobretudo pelo facto de não ter tido filhos biológicos. “Acrescentado a cultura que dá aos tios a autonomia de pai ou de mãe. Porém, esta ação de boa vontade custou-lhe a vida”, lamentou Gilberto, primo da infeliz.
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