Está, desde ontem, Quinta-feira, 30, reposta a circulação Benguela/Huambo, pela variante Cubal, tendo sido, provisoriamente, construída uma passagem no rio Halo, município do Caimbambo, em Benguela. Cidadãos, que, durante 25 dias, foram obri gados a atravessar o rio a pé, manifestam-se satisfeitos com a solução encontrada. O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, projecta, para os próximos dias, a construção de uma ponte metálica, sendo que a definitiva é só para daqui a 15 meses
Dentro de 15 meses, construir-se-á uma ponte definitiva sobre rio Halo, no Caim bambo, cuja ponte colapsou na sequência das fortes chuvas que se abateram um pouco antes pela província de Benguela.
Para a população, estavam ultrapassados os constrangimentos e riscos, porquanto se obrigavam a atravessar o rio. Entretanto, no meio disso, há quem tenha vis to o seu negócio “destruído” pela abertura de uma passagem provi sória, sob empreitada da construtora Conduril.
Cidadãos viram no colapsar da ponte oportunidade para ‘bons negócios’, transportando pessoas às costas, tal como reclamou um cidadão que responde pelo nome Adérito.
“Os nossos bussiness estão destruídos”, vociferou o cidadão ao lado do seu amigo. Para lá da reclamação desse cidadão, grosso modo, era visível a satisfação de quem, durante 25 dias, se via obrigado a atravessar o rio a pé contra todos os riscos possíveis.
João Sapalo está entre aqueles transeuntes felizes com a solução provisória encontrada, reflectida na construção de uma passagem provisória, na perspectiva de facilitar as trocas comerciais entre as províncias de Benguela/Huambo.
O cidadão olha para trás e vê que ficaram dias de sufoco com uma travessia bastante arriscada. “Tínhamos muitos problemas. Essa abertura vai facilitar muito”, admite Sapalo, que enaltece, por isso, aquilo que ele considera de pronta intervenção do Governo face ao ocorrido. Na altura em que se abria a circulação, Juliana Cassue saía do município da Ganda.
Durante mais de 20 dias, a cidadã sujeita va-se àquilo que se convencionou chamar de “transbordo”. Ou seja, o carro que os tirava da Ganda e os deixava ficar numa das margens do rio e, acto contínuo, um outro os apanhava para Benguela, zona de origem, porquanto a Ganda é apenas área onde labuta. “Era um sufoco”, exclamou.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela









