O Serviço Nacional de Saúde conta, actualmente, com 32.950 técnicos médios de enfermagem inscritos no Sistema de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH), dos quais apenas 7,2% possue especialização, revelou esta Segunda-feira, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto +de Sousa
A informação foi avançada durante a abertura do I Workshop de Harmonização e Actualização dos Planos Curriculares dos Cursos de Especialização Pós-Média em Enfermagem, iniciativa promovida pelo Ministério da Saúde, através da Direcção Nacional de Recursos Humanos e da Unidade de Implementação do Projecto de Formação dos Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS).
O workshop aborda questões das áreas de anestesia e reanimação, cuidados intensivos, instrumentação cirúrgica, nefrologia e oftalmologia, especialidades consideradas estratégicas para o reforço da qualidade da assistência hospitalar.
“Precisamos de maior engajamento dos docentes especialistas no asseguramento do processo de ensino-aprendizagem dos nossos profissionais, pois a especialização promove a apropriação dos procedimentos práticos de gestão e organização dos serviços e como requisito de progressão horizontal na carreira”, frisou Carlos Alberto de Sousa.
Segundo Carlos Alberto de Sousa, o workshop visa uniformizar os planos curriculares dos cinco cursos de especialização pós-média, em alinhamento com as metas definidas no Plano de Formação Emergencial 2022-2027, cuja implementação poderá estenderse até 2028.
O Executivo prevê formar, no referido período, cerca de nove mil técnicos de enfermagem especializados, no quadro do reforço do capital humano em saúde. O governante sublinhou a necessidade de maior envolvimento dos docentes especialistas no processo de ensino-aprendizagem, destacando que a especialização constitui não apenas um instrumento de melhoria técnica, mas também um requisito de progressão na carreira.
No âmbito da reforma curricular, está prevista a redução do tempo de formação de 18 para 12 meses, dependendo da especialidade, sendo que os cursos passarão a incluir um período adicional de estágio de aperfeiçoamento.
Para o secretário de Estado, a aceleração da formação de quadros é fundamental para tornar o Sistema Nacional de Saúde mais robusto e capaz de garantir cobertura assistencial nos três níveis de atenção, nomeadamente, o primário, o secundário e o terciário, bem como responder às exigências das novas infra-estruturas hospitalares em funcionamento no país.
Currículos ajustados às necessidades reais
O director nacional de Recursos Humanos, Baptista João Monteiro, considerou que o workshop representa uma oportunidade para alinhar os currículos às necessidades concretas das unidades sanitárias, tornando os cursos mais práticos e ajustados aos desafios actuais.
Já a directora do Instituto Técnico de Saúde de Luanda, Filomena Neto, defendeu que a especialização pós-média constitui um factor determinante para a valorização profissional e para a melhoria da qualidade e humanização dos serviços de saúde.
O evento reúne representantes das províncias de Luanda, Benguela, Cabinda, Huíla, Uíge, Bié, Cunene, Namibe, Malanje, Bengo, Icolo e Bengo e Huambo, conferindo ao encontro uma dimensão participativa e de alcance nacional.








