Num momento em que a instabilidade no Médio Oriente ameaça fazer disparar a factura das importações e estrangular as cadeias de abastecimento globais, o Executivo angolano procura transformar a crise geopolítica num exercício de afirmação de soberania económica e disciplina orçamental
O alerta foi feito nesta Quarta-feira, 22, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, no final da I Reunião Extraordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.
O ministro de Estado detalhou um conjunto de medidas que visa, acima de tudo, preservar a estabilidade do abastecimento interno e proteger o poder de compra das famílias e a competitividade das empresas angolanas. Perante a subida da cotação do barril de petróleo para uma média estimada de 80 dólares — valor consideravelmente acima dos 61 dólares inicialmente previstos no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2026 —, o país poderá registar um influxo adicional de receitas na ordem dos 3,2 mil milhões de kwanzas.
Contudo, e em sinal de maturidade na gestão da coisa pública, o Executivo asse- gura que este ganho conjuntural não servirá para alimentar despesas desordenadas.Numa demonstração de com-promisso com a sustentabilidade das contas públicas, José de Lima Massano garantiu que o foco continua na redução do défice fiscal e na diminuição da necessidade de recurso ao endividamento, e reforçar a resiliência do Estado perante choques externos.
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