O Presidente da República, João Lourenço, já se encontra no município do Luau, na província do Moxico Leste onde dentro de instantes vai proceder ao acto de entrada em funcionamento da central fotovoltaica local, através do accionamento simbólico do botão que marcará o início da produção de energia eléctrica nesta infra-estrutura
A central solar do Luau integra o conjunto de investimentos públicos no sector energético, coordenados pelo Ministério da Energia e Águas de Angola, e surge como resposta à necessidade de expansão da capacidade de geração e melhoria do acesso à electricidade na região leste do país.
Com capacidade para reforçar o fornecimento de energia à população e ao tecido económico local, o parque fotovoltaico vai permitir maior estabilidade no abastecimento, reduzir a dependência de fontes convencionais e contribuir para a melhoria das condições de vida das comunidades.
A nível económico, a infra-estrutura deverá impulsionar o crescimento de pequenas e médias empresas, sobretudo aquelas que dependem de energia fiável para operar, ao mesmo tempo que cria condições para o surgimento de novas iniciativas empresariais e industriais no município.
Do ponto de vista ambiental, o projecto enquadra-se na estratégia nacional de transição energética, apostando em fontes limpas e sustentáveis, com impacto directo na redução das emissões de gases com efeito de estufa.
A central do Luau é parte do Projecto Solar Fotovoltaico de 370 megawatts, uma iniciativa do Executivo angolano que prevê a construção de sete centrais solares em diferentes regiões do país. O programa inclui cerca de um milhão de painéis solares e tem como meta abastecer mais de dois milhões de pessoas, além de evitar a emissão anual de aproximadamente 900 mil toneladas de dióxido de carbono.
Considerado um dos maiores programas públicos de energia renovável na África Subsaariana, o projecto visa aumentar a capacidade de produção de energia limpa, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e promover o desenvolvimento económico sustentável, com impacto directo nas economias locais, como já se antevê no Luau.









