O governador do Namibe, Archer Mangueira, defendeu, sexta-feira, que o planeamento, a capacidade técnica, a transparência, a gestão de riscos e a responsabilização constituem factores essenciais para uma governação eficaz e sustentável.
Ao intervir no painel sobre “Eficácia Administrativa e Desenvolvimento Sustentável”, durante a 12.ª edição do Fórum dos Municípios e Cidades de Angola, realizada sexta-feira, o governante alertou que boas intenções, quando não acompanhadas de preparação adequada, podem resultar em projectos adiados, obras incompletas ou infra-estruturas incapazes de responder às necessidades das comunidades.
Archer Mangueira explicou que a eficácia administrativa consiste na capacidade de preservar conhecimento, preparar projectos e mobilizar pessoas para transformar necessidades públicas em resultados duradouros.
Para o governador, uma administração eficiente não deve limitar-se ao cumprimento de procedimentos ou à execução célere de recursos, mas transformar meios limitados em resultados públicos duradouros, sobretudo ao nível provincial e municipal.
“As necessidades das populações são imediatas. Responder-lhes exige tempo, preparação e disciplina. Entre a identificação de um problema e a entrega de uma solução, existe um percurso administrativo que não pode ser ignorado”, afirmou.
Segundo Archer Mangueira, antes da inscrição de uma intervenção no Orçamento Geral do Estado, da mobilização de financiamento e da execução, é necessário estudar o problema, definir a solução, estimar os custos, identificar os riscos e assegurar as condições técnico-administrativas.
“Sem esse trabalho, o problema reaparece sob a forma de atrasos, custos adicionais, empreitadas paralisadas, revisões ou infra-estruturas desajustadas às comunidades. Planear bem pode levar tempo, mas não planear custa muito mais tempo e certamente muito mais”, explicou.





