A cidade de Mbanza Congo, classificada como património cultural da humanidade, vai ser requalificada nos próximos tempos, com a anuência da UNESCO, de modo a conferir maior dignidade aos seus habitantes, revelou, ontem, o governador provincial do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, no final da visita de dois dias de trabalho do Presidente da República
A necessidade de se levar a cabo o projecto de requalificação esteve entre os temas que o governante apresentou ao Titular do Poder Executivo na primeira reunião ordinária do Conselho de Governação Local, realizada nesta cidade.
Neste momento, já se encontra instalada na província a em presa que se vai encarregar das obras; porém, por ela gozar de um estatuto especial, atribuí do pela agência afecta às Nações Unidas mencionada, não se pode fazer nenhuma construção sem a sua aprovação, de modo a não se perder esse privilégio.
“Felizmente, já está aí a em presa, acho que, dentro de algum tempo, vai haver o lança mento da primeira pedra e vamos esperar que o Ministério da Cultura se pronuncie sobre essa matéria”, afirmou.
Em relação à situação actual dessa cidade histórica, Adriano Mendes de Carvalho alertou que, se não for requalificada e não ti ver outra circular, continuará a ter os mesmos problemas, independentemente de quantos governantes por lá passarem.
Uma afirmação que tem como base o facto de diariamente circular pelo município, como Mbanza Congo, entre 450 e 510 camiões. “São muitos camiões e não há quem aguente”, enfatizou.
Por outro lado, o governante disse que apresentou ao Chefe de Estado a preocupação da população em relação às diversas estradas que ligam os municípios, entre as quais as que ligam Cuimba, Madimba e Kindeje, assim como a construção do Instituto Superior do Soyo, o projecto de expansão da rede de água para Musserra e o Soyo.
Os constrangimentos que têm estado a impossibilitar o arranque das obras de construção de um Instituto Politécnico Médio Agrário no município do Tom boco, que, no entender do governador, vai dar suporte à quantidade de produtos no domínio da agricultura e não só, também foram uma das preocupações apresentadas.
Sociedade civil apresenta aflições do povo
Antes de presidir à reunião ordinária do Conselho de Governação Local, o Presidente da República recebeu, em audiência se parada, vários representantes da sociedade civil, que apresentaram os problemas que afligem as comunidades, entre os quais a escassez de combustível nos postos de abastecimento.
Em declarações à imprensa, no final da audiência, o reverendo Maienze Garcia disse ter apre sentado as dificuldades que a delegação provincial do Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (CICA) enfrenta, bem como os diversos factores que têm entravado o desenvolvimento social e económico do Zaire.
Segundo o secretário provincial dessa organização religiosa, o Titular do Poder Executivo recebeu com agrado e a sua equipa tomou nota, pelo que esperam que se dê as respostas adequa das. “É de enaltecer o trabalho que o Presidente da República está a fazer a nível de Angola, de África e do mundo”, frisou.
Para sustentar o seu ponto de vista, apontou como um dos seus últimos grandes feitos o Decreto Presidencial que estabeleceu um dia de luto nacional, em memória das vítimas dos conflitos políticos que ocorreram entre 1975 e 2002, como um “acto de amor, perdão e de reconciliação nacional”.









