Foto do de; Lito Cahongolo.
O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, afirmou que a paz alcançada a 4 de Abril de 2002, na sequência da morte do líder da UNITA, Jonas Savimbi, e, consequentemente, da assinatura do Memorando de Entendimento do Luena, representa a maior conquista do povo angolano, e constitui a base essencial para a reconciliação nacional, estabilidade política e desenvolvimento do país
A presidir ao acto central das comemorações do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, em Menongue, em representação do Presidente João Lourenço, o ministro sublinhou que o fim da guerra civil pôs termo a décadas de sofrimento, o que permitiu ao país iniciar uma nova etapa marcada pela unidade e esperança.
“O povo angolano demonstrou uma extraordinária capacidade de perdoar e reconciliar-se”, destacou, acrescentando que o processo de paz não produziu vencedores nem vencidos, mas sim uma nação mais coesa.
Segundo o ministro, a paz possibilitou a construção de um Estado democrático mais estável, o reforço das instituições públicas e a afirmação de Angola na arena internacional como um país comprometido com a estabilidade regional e global.
Dionísio da Fonseca ressaltou que o 4 de Abril deve ser encarado não apenas como uma data histórica, mas como um símbolo permanente de perdão, convivência pacífica e compromisso com o futuro.
O governante destacou ainda medidas de clemência adoptadas recentemente, como o indulto presidencial concedido a mais de 300 cidadãos, considerando-as reflexo do espírito de reconciliação que continua a orientar o país.
Ao dirigir-se à juventude, apelou ao seu envolvimento activo na preservação da paz, e defendeu que as novas gerações têm a responsabilidade de consolidar os ganhos alcançados e contribuir para o desenvolvimento nacional.
“O presente e o futuro de Angola dependem do compromisso de todos com a paz”, afirmou, ao apelar à unidade e coesão entre os angolanos.








