O embaixador da República da Zâmbia em Angola, Elias Munshya, visitou, nesta segunda-feira, 12, o Porto do Lobito, onde constatou in loco a dimensão e o impacto estratégico desta infra-estrutura integrada no Corredor do Lobito.
Segundo uma nota de imprensa consultada por este jornal, a visita insere-se na agenda do diplomata para o reforço das relações históricas e económicas entre Angola e a Zâmbia.
Durante o encontro com o Conselho de Administração, o embaixador zambiano sublinhou que esta foi a primeira visita oficial ao Porto do Lobito desde que assumiu funções, no final de 2025, confessando ter ficado impressionado com os progressos alcançados.
“Aquilo que durante muito tempo foi um sonho transformou-se numa realidade concreta. O que vimos aqui demonstra que o Porto do Lobito está preparado para servir não apenas Angola, mas todo o interior de África”, afirmou.
Elias Munshya destacou a sua “paixão por conectar o Porto do Lobito ao interior do continente”, assegurando que irá reportar de imediato ao Governo zambiano todas as potencialidades observadas, tanto no domínio do movimento de cargas como no turismo.
“Os negócios entre Angola e a Zâmbia estão a acontecer e este corredor cria condições reais para que cresçam ainda mais”, frisou.
O diplomata realçou igualmente a província de Benguela como uma das mais estratégicas de Angola, lembrando que nela se concentram infraestruturas vitais para a Zâmbia, como o Porto do Lobito e o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), essenciais para o programa de integração regional e para o escoamento eficiente de mercadorias. Revelou ainda um dado simbólico:
“É em Chingola, na província zambiana de Copperbelt, cidade onde nasci, que termina o Corredor do Lobito. Isso dá-me uma ligação pessoal e histórica a este projecto”.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Empresa Portuária do Lobito, E.P., evocou o percurso histórico das relações exemplares entre Angola e a Zâmbia, iniciadas pelos antigos Presidentes António Agostinho Neto e Kenneth Kaunda, cujo sonho comum era ver as economias dos dois países crescerem de forma integrada.
Segundo o gestor, essa visão continua viva sob a liderança dos Presidentes João Lourenço e Hakainde Hichilema.
O PCA sublinhou ainda que, nos últimos anos, o Governo de Angola realizou investimentos significativos nas infraestruturas de transportes, com destaque para a modernização do Porto do Lobito e do Caminho-de-Ferro de Benguela, criando condições para facilitar o comércio e o tráfego de mercadorias entre Angola, Zâmbia e a República Democrática do Congo.
“Existem vários corredores em África, mas o Corredor do Lobito é o mais rápido, mais económico e mais eficiente. Cabe-nos trabalhar juntos para o colocar a funcionar em pleno”, concluiu.









