Uma delegação da 5.ª Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional efectuou, esta segunda-feira, uma visita de trabalho ao Porto do Lobito, na província de Benguela, para acompanhar o desenvolvimento do Corredor do Lobito e avaliar o papel estratégico daquela infra-estrutura no reforço da economia nacional.
A informação consta de uma nota a que o Jornal OPAÍS teve acesso, segundo a qual a delegação foi chefiada pela deputada Aia-Eza da Silva Troso e recebida pela administradora Comercial, Marketing e Concessões do Porto do Lobito, Kátila Vanessa Neto, em representação do presidente do Conselho de Administração, Celso Rosas.
Durante o encontro, a responsável apresentou o balanço das operações da empresa, os principais projectos em execução e as perspectivas de crescimento da infra-estrutura portuária. Na ocasião, revelou que o Porto do Lobito pretende atingir a movimentação de sete milhões de toneladas de carga nos próximos dez anos, consolidando a sua estratégia de afirmação como um porto maioritariamente vocacionado para a exportação.
Para sustentar este crescimento, foi executada a dragagem do cais de acostagem, que passou a ter uma profundidade de 14,7 metros, permitindo a recepção de navios de grande porte do tipo Panamax.
De acordo com a nota, o Porto do Lobito movimentou 1,8 milhão de toneladas de mercadorias em 2025. Já no primeiro semestre do presente ano, foram registadas 931 mil toneladas transportadas em 177 navios.
Kátila Vanessa Neto destacou ainda os resultados da concessão dos terminais à Lobito Atlantic Railway (LAR) e à AGL Lobito Terminal, sublinhando que o processo foi acompanhado por sessões de esclarecimento dirigidas aos trabalhadores, bem como por investimentos contínuos na capacitação dos quadros, na digitalização dos processos e no reforço da formação em língua inglesa.
Apesar das perspectivas favoráveis, a administração do Porto do Lobito chamou a atenção dos deputados para os constrangimentos provocados pelo estado actual da linha férrea na República Democrática do Congo e pela inexistência de ligação ferroviária com a Zâmbia, factores que condicionam o escoamento das mercadorias destinadas aos principais mercados do Corredor do Lobito.
Segundo a empresa, decorrem acções articuladas com as entidades competentes para ultrapassar estas limitações a curto e médio prazo.
A recepção à comitiva parlamentar contou igualmente com a presença da directora do Gabinete Provincial dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana de Benguela, Elizabeth de Assunção João, além de directores, assessores e chefes de departamento da Empresa Portuária do Lobito. Após a reunião, os deputados realizaram uma visita panorâmica às instalações portuárias a partir do terraço do edifício-sede.
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