A embaixadora extraordinária e plenipotenciária de Angola na República Popular da China, Dalva Ringote Allen, participou hoje no primeiro Fórum de Expansão de Negócios em Tecnologia, realizado na cidade de Haikou, capital da província de Hainan, no sul do país asiático.
Segundo uma nota de imprensa enviada ao Jornal OPAÍS, o evento visou a promoção de oportunidades de negócios no sector das tecnologias e da Inteligência Artificial (IA) em economias emergentes, bem como a disseminação de conhecimentos práticos sobre internacionalização, regulação, captação de investimento, abertura à inovação e modelos de scale-up.
O evento contou com a participação de embaixadores extraordinários e plenipotenciários acreditados na República Popular da China, empresários, investidores, representantes de câmaras de comércio, instituições financeiras, académicos e estudantes.
Ao tomar a palavra, Dalva Ringote considerou fundamental que, num mundo cada vez mais global e competitivo, a Inteligência Artificial assume um papel crítico no desenvolvimento das economias emergentes, oferecendo oportunidades de salto tecnológico (leapfrogging) e inclusão produtiva.
O documento sublinha ainda que a diplomata angolana reiterou que a excelente relação bilateral e de cooperação com a China tem sido um pilar da cooperação Sul-Sul, assente na amizade, respeito mútuo e solidariedade, o que tornou possível o financiamento da reconstrução de infraestruturas essenciais, incluindo estradas, caminhos-de-ferro, portos, escolas e hospitais.
Salientou que Angola está a passar por uma transformação estrutural, tendo adoptado políticas para diversificar a economia e melhorar o ambiente de negócios, bem como aumentar a segurança jurídica para os investidores.
Na sua comunicação, a diplomata afirmou que “Angola está diante de uma nova fronteira, indo além da infra-estrutura física e entrando no mundo dos algoritmos, dados, ideias, bits, bytes e competências cognitivas”.
Na ocasião, destacou que o Governo liderado pelo Presidente João Lourenço lançou o programa “Angola Digital 2027”, que visa expandir a conectividade, modernizar os serviços públicos e promover o empreendedorismo tecnológico.
A representante de Angola na China considerou que o futuro da cooperação entre Angola e o país deve ser construído sobre uma nova abordagem que dê ênfase ao investimento produtivo, à transferência de tecnologia e à criação de valor local.
“Devemos avançar para uma parceria focada na industrialização, na criação de emprego de qualidade, no desenvolvimento da cadeia de valor, na inovação e na sustentabilidade.”
Destacou igualmente que Angola oferece oportunidades de investimentos significativos para empresas chinesas em sectores-chave, incluindo agricultura e agroindústria, energia e energias renováveis, indústria de transformação, Infra-estruturas, logística e turismo, sendo que os sectores tecnológicos em Angola beneficiam de custos industriais mais baixos do que os dos mercados continentais e internacionais.
Sector industrial
Para o sector da indústria, destacou que Angola possui um excedente de energia limpa suficiente para satisfazer a procura interna e procura activamente parcerias para exportar para mercados africanos vizinhos.
O certame teve lugar na cidade de Haikou e foi organizado pelo Comité para a Indústria Digital do Conselho Chinês de Cooperação Económica e Tecnológica Internacional.









