Os antigos combatentes na província da Huíla apontam a melhoria do acesso aos programas de reintegração social e económica como um dos principais ganhos alcançados ao longo dos 24 anos de paz
A avaliação foi feita nesta Quinta-feira, no Lubango, pelo chefe do Departamento de Registo e Controlo de Dados da Delegação Provincial dos Antigos Combatentes, Luís Xavier Fernando, por ocasião do 4 de Abril, Dia da Paz e Reconciliação Nacional.
Segundo o responsável, a paz permitiu a implementação de políticas públicas voltadas à assistência social, inclusão económica e valorização desta classe, com destaque para o pagamento regular de pensões, a formação técnico-profissional e o incentivo à criação de cooperativas. De acordo com Luís Xavier Fernando, estas iniciativas têm facilitado a reintegração dos antigos combatentes na vida activa, reduzindo, assim, a dependência exclusiva do apoio do Estado e promover maior autonomia económica.
Na província, estão registados 2.840 antigos combatentes, todos enquadrados no Sistema de Pensões. Uma parte significativa encontra-se integrada em projectos produtivos, sobretudo no sector agrícola. Actualmente, existem 19 cooperativas, sendo 17 agrícolas e duas ligadas a outras áreas de actividade, distribuídas pelos municípios da Huíla. O responsável sublinhou que as cooperativas têm desempenhado um papel determinante na geração de rendimento e na melhoria das condições de vida dos beneficiários.
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