O Presidente da República, João Lourenço, defendeu, nesta Quinta-feira, em Luanda, a necessidade de os Estados privilegiarem a diplomacia, a mediação e a prevenção, a fim de fazer face à escalada de conflitos que afectam vários países do mundo. Ao discursar na abertura da III Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, o Chefe de Estado alertou para o agravamento da situação internacional e apelou a uma acção colectiva em defesa do Direito Internacional, do multilateralismo e da dignidade humana
O estadista angolano considerou urgente unir esforços para a resolução dos conflitos no Leste da República Democrática do Congo, no Sudão, Sahel, Somália, Ucrânia, Myanmar e no Médio Oriente, sem esquecer dos casos da Palestina, do Líbano e do Golfo Pérsico. João Lourenço defendeu, igualmente, o combate ao terrorismo e ao mercenarismo, bem como às mudanças políticas realizadas à margem das normas do Direito interno e do Direito Internacional.
Ao falar da experiência angolana, das quase três décadas de guerra civil até alcançar a paz efectiva, em 2002, o Presidente da República afirmou que o país conhece “o custo da guerra e o valor do perdão”.
Sublinhou que a paz permitiu a reconstrução nacional, a reconciliação e a criação das condições para o desenvolvimento, e defendeu que nenhuma solução duradoura pode ser alcançada através da força.








