A história política contemporânea é uma escola de referências, cujo aprendizado ensina-nos, dentre muitas lições de vida, por exemplo, que nenhuma força externa pode superar a força de um Partido unido e coeso. O lançamento da Agenda Política do MPLA para 2026, apresentada neste sábado, 21, pela Vice-Presidente do Partido, Mara Quiosa, em representação do Líder e Presidente João Lourenço, reafirmou uma verdade essencial: partidos fortes constroem-se por dentro antes de vencerem por fora.
A disciplina organizativa, a clareza programática e o alinhamento estratégico não são meros formalismos; são instrumentos de mobilização consciente. Num contexto político cada vez mais competitivo, a unidade, união e coesão não devem ser tidas e achadas como palavras de ordem, mas sim como cultura partidária, prática quotidiana e compromisso entre militantes, amigos e simpatizantes do MPLA.
Não podemos continuar a discutir a intriga, a bajulação, a lealdade por conveniência e outras práticas nefastas, como nunca tivéssemos discutido algum dia ou tivéssemos a querer discutir o sexo dos anjos. Porque sabemos todos, que a intriga, a bajulação, a lealdade por conveniência e outras práticas nefastas a unidade, a união e coesão são como carvão, que ou suja ou queima.
A Agenda Política do MPLA para 2026 aponta também para a maior dinamização das estruturas do Partido a todos os níveis, o reforço da formação político-ideológica e a intensificação do contacto directo com as comunidades. Em ano pré-eleitoral, cada militante é chamado a elevar o seu sentido de responsabilidade histórica. Este é o caminho certo para um Partido como o MPLA, que está enraizado na força de um povo.
O desafio de 2027 não se ganhará apenas com slogans, ganhar-se-á com organização, escuta activa e capacidade de resposta aos anseios reais da juventude, das mulheres, dos trabalhadores e dos empreendedores. A leitura estratégica do momento exige foco nas soluções, comunicação eficaz e demonstração concreta de resultados. Unidade, união e coesão, traduzse em coerência entre discurso e prática.
Num tempo em que as redes sociais amplificam ruídos e tentativas de divisão, a inteligência política recomenda serenidade e firmeza. A crítica interna deve ser construtiva, a divergência, responsável, a exposição pública de fragilidades, evitada. A oposição vive de explorar fissuras , o MPLA cresce quando transforma desafios em aprendizagem colectiva. A maturidade política também implica renovação geracional harmoniosa.
A convivência entre a experiência acumulada pelos nossos mais velhos e a energia transformadora dos jovens doutrinariamente alinhados e politicamente disciplinados, é uma das maiores riquezas do Partido. Não se trata de substituir gerações, mas de integrá-las num mesmo propósito: consolidar conquistas e preparar o futuro. Unidade, união e coesão é ponte entre o passado,o presente e o amanhã.
Ao aproximar-se 2027, cada militante deve perguntar a si mesmo: que papel estou a desempenhar na consolidação da coesão interna? A vitória começa no comportamento individual — na lealdade às decisões colectivas, na participação activa nas actividades partidárias e na defesa convicta dos ideais do Partido nos diferentes espaços sociais.
O MPLA já provou, ao longo da sua trajectória, que sabe ler o tempo e agir com sentido de responsabilidade nacional. A Agenda Política do MPLA 2026 é mais do que um documento orientador; é um roteiro estratégico para reforçar confiança, mobilizar energias e consolidar a unidade interna.
Se estivermos unidos hoje — disciplinados, focados e estrategicamente alinhados — seremos invencíveis em 2027. E quando a unidade, a união e a coesão se transformam em convicção profunda, a vitória deixa de ser hipótese para se tornar consequência natural.
Por: NZONGO BERNARDO DOS SANTOS








