OPaís
Ouça Rádio+
Dom, 22 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Trilogia metafórica no discurso poético de Neto: Nativismo, ebulição e liberdade

Jornal Opais por Jornal Opais
21 de Março, 2024
Em Opinião

A presente abordagem trilógica que abarca o nativismo, a ebulição e a liberdade, na perspectiva acumulativa, são vectores que orientam os objectivos da nossa comunicação que se consubstancia em contextualizar o discurso poético de Neto aos dias de hoje.

Poderão também interessar-lhe...

Veículos eléctricos em Angola: oportunidade de crescimento ou ameaça à estabilidade energética e rodoviária?

Um dia havemos de voltar ao Carnaval da Vitória

Angola e a diplomacia do futuro: quando a influência se constrói com estratégia

Conforme as revisitas biográficas, adendamos que a sua vida esteve estreitamente articulada entre a poética como arremesso de protesto e a luta constante pelas liberdades que o levou desde muito cedo a embainhar discursos poéticos que dialogassem com a realidade, que propusessem uma nova forma de luta, de actuação, de conscientização e, sobretudo, que elevassem a cultura de pertença e a necessidade revolucionária.

Sustentamos a nossa tese recorrendo a Pierrette e Gérard, em Voz Igual, Ensaio Sobre Agostinho Neto, que nos alerta que “Agostinho Neto foi objecto de numerosas análises que podem ser divididas em duas alíneas diferente: a) (…) que dizem respeito ao homem de acção; b) (…) diz respeito às ligações entre a prática revolucionária e a actividade artística” (sd,p.129,130).

Vejamos que no poema “Depressa”, sinalizam dois dos vectores, ebulição e liberdade, que fundamentam a razão da presente incursão discursiva: “impaciento-me nesta mornez histórica/das esperas e de lentidão/quando apressadamente são assassinados os justos/quando as cadeias abarrotam de jovens/(…) Não esperemos os heróis/sejamos nós os heróis(…) E cantemos numa luta viva e heróica desde já/a independência real da nossa pátria” (Sagrada Esperança, 2009, p.124).

Segundo Kristeva, em História da Linguagem, “a linguagem é simultaneamente o único modo de ser do pensamento, a sua realidade e a sua realização” (1969, pp.19,20).

Por está razão, a trilogia metafórica do discursivo poético em Neto, nativismo, ebulição e liberdade, é a manifestação do pensamento metalinguístico por meio da sociologia da linguagem cujo canal é a poesia.

Por ora, desde que não se confunda com o etnocentrismo, o nativismo entendemos como sendo também a manifestação da cultura de pertença.

Todavia, o professor Francisco Soares apresenta de forma sincrónica, portanto, não anula a perspectiva diacrónica no âmbito da teoria do efeito, o conceito de nativismo como sendo “Movimento do século XIX e começos do século XX que reclamava os direitos culturais, políticos, económicos e sociais dos colonizados” (2007:256).

Por exemplo, “Para quê chorar/ Porque esperamos que outros venham consolar?(…)/ O choro cansou o mundo/ (…)” (Renúncia Impossível, 2009, p.148).

Afirma David Mestre, em Nem Tudo é Poesia, dois mundos distintos marcam Agostinho: “o primeiro com os seus impostos ferozes sobre os camponeses miseráveis, sujeitos à cultura obrigatória do algodão e à escravatura do regime de contrato, o segundo marcado pela vivência da cidade com os seus musseques” (1987,p.25).

Entendemos que tanto o discurso como a poesia de Neto estão impregnadas historicamente às lutas pelas liberdades e sociologicamente às lutas de classes, pois que, as lentes cognitivas de Neto eram de corrente marxista.

Vejamos por exemplo, no poema “Saudação” “(…) Esta mensagem/seja o elo que me ligue ao teu sofrer/ indissoluvelmente/ e te prenda ao meu Ideal/(…) e sinta contigo a vergonha de não ter pão para lhes dar/para que juntos vamos cavar a terra e fazê-la produzir/(…)”(Sagrada Esperança, 2009, pp.73,74).

E segundo Alain Graf, em As Grandes Correntes da Filosofia Antiga “(…) é necessário procurar o que é bom para todos os homens, e não simplesmente o que parece agradável a cada um” (1997, p.13). no poema “Noites de cárcere”, a trilogia metafórica em Neto insurge-se com a realidade por meio de uma retórica transposicional: “(…) Quem dormirá? quando num óbito o tambor chora um cadáver e as raparigas cantam/ há uma cela de chumbo sobre os ombros do nosso irmão/ dikamba dietu”. (Sagrada Esperança, 2009, p.117).

 

Por: hamilton artes

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Veículos eléctricos em Angola: oportunidade de crescimento ou ameaça à estabilidade energética e rodoviária?

por Jornal OPaís
20 de Fevereiro, 2026

A adopção crescente de veículos eléctricos (VEs) em Angola, impulsionada pela montagem local na Opaia Motors, representa um marco na...

Ler maisDetails

Um dia havemos de voltar ao Carnaval da Vitória

por Jornal OPaís
20 de Fevereiro, 2026

O Carnaval continua a afirmar-se como uma das maiores expressões da cultura popular angolana. Mais do que uma festa, ele...

Ler maisDetails

Angola e a diplomacia do futuro: quando a influência se constrói com estratégia

por Jornal OPaís
20 de Fevereiro, 2026

A diplomacia contemporânea deixou de ser apenas um exercício de protocolo e relações formais entre Estados. No mundo actual, a...

Ler maisDetails

Uma “pescadinha-de-rabona-boca-à-ruandesa”

por Jornal OPaís
20 de Fevereiro, 2026

Ninguém conseguiu colocar o dedo na ferida, na 39ª Cimeira da União Africana (UA), do passado fim-desemana, apesar de a...

Ler maisDetails

Substituto de Patrice Beaumelle será conhecido nos próximos dias

22 de Fevereiro, 2026

Acidente no Km 25 provoca uma vítima mortal e três feridos graves

22 de Fevereiro, 2026

Esmael Nzunzi faz abordagem inovadora sobre África

21 de Fevereiro, 2026

MPLA quer “reforçar a unidade interna e preparar a vitória em 2027”, diz Mara Quiosa

21 de Fevereiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Condições

  • Termos & Condições
  • Politica de Cookies
  • Política de Privacidade

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.