Nossa Seguros BFA SB FIB BANCO BAI
Ter, 13 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Trilogia metafórica no discurso poético de Neto: Nativismo, ebulição e liberdade

Jornal Opaispor Jornal Opais
21 de Março, 2024
Em Opinião
Agostinho Neto “imortalizado”  no Museu Nacional de Lusaka

A presente abordagem trilógica que abarca o nativismo, a ebulição e a liberdade, na perspectiva acumulativa, são vectores que orientam os objectivos da nossa comunicação que se consubstancia em contextualizar o discurso poético de Neto aos dias de hoje.

Conforme as revisitas biográficas, adendamos que a sua vida esteve estreitamente articulada entre a poética como arremesso de protesto e a luta constante pelas liberdades que o levou desde muito cedo a embainhar discursos poéticos que dialogassem com a realidade, que propusessem uma nova forma de luta, de actuação, de conscientização e, sobretudo, que elevassem a cultura de pertença e a necessidade revolucionária.

Sustentamos a nossa tese recorrendo a Pierrette e Gérard, em Voz Igual, Ensaio Sobre Agostinho Neto, que nos alerta que “Agostinho Neto foi objecto de numerosas análises que podem ser divididas em duas alíneas diferente: a) (…) que dizem respeito ao homem de acção; b) (…) diz respeito às ligações entre a prática revolucionária e a actividade artística” (sd,p.129,130).

Vejamos que no poema “Depressa”, sinalizam dois dos vectores, ebulição e liberdade, que fundamentam a razão da presente incursão discursiva: “impaciento-me nesta mornez histórica/das esperas e de lentidão/quando apressadamente são assassinados os justos/quando as cadeias abarrotam de jovens/(…) Não esperemos os heróis/sejamos nós os heróis(…) E cantemos numa luta viva e heróica desde já/a independência real da nossa pátria” (Sagrada Esperança, 2009, p.124).

Segundo Kristeva, em História da Linguagem, “a linguagem é simultaneamente o único modo de ser do pensamento, a sua realidade e a sua realização” (1969, pp.19,20).

Por está razão, a trilogia metafórica do discursivo poético em Neto, nativismo, ebulição e liberdade, é a manifestação do pensamento metalinguístico por meio da sociologia da linguagem cujo canal é a poesia.

Por ora, desde que não se confunda com o etnocentrismo, o nativismo entendemos como sendo também a manifestação da cultura de pertença.

Todavia, o professor Francisco Soares apresenta de forma sincrónica, portanto, não anula a perspectiva diacrónica no âmbito da teoria do efeito, o conceito de nativismo como sendo “Movimento do século XIX e começos do século XX que reclamava os direitos culturais, políticos, económicos e sociais dos colonizados” (2007:256).

Por exemplo, “Para quê chorar/ Porque esperamos que outros venham consolar?(…)/ O choro cansou o mundo/ (…)” (Renúncia Impossível, 2009, p.148).

Afirma David Mestre, em Nem Tudo é Poesia, dois mundos distintos marcam Agostinho: “o primeiro com os seus impostos ferozes sobre os camponeses miseráveis, sujeitos à cultura obrigatória do algodão e à escravatura do regime de contrato, o segundo marcado pela vivência da cidade com os seus musseques” (1987,p.25).

Entendemos que tanto o discurso como a poesia de Neto estão impregnadas historicamente às lutas pelas liberdades e sociologicamente às lutas de classes, pois que, as lentes cognitivas de Neto eram de corrente marxista.

Vejamos por exemplo, no poema “Saudação” “(…) Esta mensagem/seja o elo que me ligue ao teu sofrer/ indissoluvelmente/ e te prenda ao meu Ideal/(…) e sinta contigo a vergonha de não ter pão para lhes dar/para que juntos vamos cavar a terra e fazê-la produzir/(…)”(Sagrada Esperança, 2009, pp.73,74).

E segundo Alain Graf, em As Grandes Correntes da Filosofia Antiga “(…) é necessário procurar o que é bom para todos os homens, e não simplesmente o que parece agradável a cada um” (1997, p.13). no poema “Noites de cárcere”, a trilogia metafórica em Neto insurge-se com a realidade por meio de uma retórica transposicional: “(…) Quem dormirá? quando num óbito o tambor chora um cadáver e as raparigas cantam/ há uma cela de chumbo sobre os ombros do nosso irmão/ dikamba dietu”. (Sagrada Esperança, 2009, p.117).

 

Por: hamilton artes

Publicidade

Maís Populares

  • Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Empreendedora angolana cria plataforma para venda de produtos africanos em Portugal

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Unitel Estrelas ao Palco inicia este sábado a fase das eliminatórias

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Carteira digital do PayPay processa 2,35 milhões de transferências em Setembro

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Cine Teatro Nacional reabre as portas esta Quinta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

PONTUAL: Novo ano lectivo, velhos problemas

PONTUAL: Os exemplos deviam atrair

13 de Outubro, 2026
João Lourenço aborda cooperação com Presidente interina da Venezuela

João Lourenço aborda cooperação com Presidente interina da Venezuela

12 de Outubro, 2026
PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: Pergaminhos da fama

12 de Outubro, 2026
Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

12 de Outubro, 2026
Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

9 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Relacionados - Publicações

PONTUAL: Novo ano lectivo, velhos problemas

PONTUAL: Os exemplos deviam atrair

13 de Outubro, 2026
João Lourenço aborda cooperação com Presidente interina da Venezuela

João Lourenço aborda cooperação com Presidente interina da Venezuela

12 de Outubro, 2026
PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: Pergaminhos da fama

12 de Outubro, 2026
Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

12 de Outubro, 2026
Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

9 de Outubro, 2026
Carregar Mais
Artigo Seguinte
Cinema: História da heroína Kimpa Vita é exibida em filme no Palácio de Ferro

Cinema: História da heroína Kimpa Vita é exibida em filme no Palácio de Ferro

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.