EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Seg, 22 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Trilogia metafórica no discurso poético de Neto: Nativismo, ebulição e liberdade

Jornal Opais por Jornal Opais
21 de Março, 2024
Em Opinião

A presente abordagem trilógica que abarca o nativismo, a ebulição e a liberdade, na perspectiva acumulativa, são vectores que orientam os objectivos da nossa comunicação que se consubstancia em contextualizar o discurso poético de Neto aos dias de hoje.

Poderão também interessar-lhe...

A violência contra a criança em Angola: responsabilidade familiar, social e penal

O relógio da justiça laboral

O futuro da comunicação em Angola não será apenas digital, será credível

Conforme as revisitas biográficas, adendamos que a sua vida esteve estreitamente articulada entre a poética como arremesso de protesto e a luta constante pelas liberdades que o levou desde muito cedo a embainhar discursos poéticos que dialogassem com a realidade, que propusessem uma nova forma de luta, de actuação, de conscientização e, sobretudo, que elevassem a cultura de pertença e a necessidade revolucionária.

Sustentamos a nossa tese recorrendo a Pierrette e Gérard, em Voz Igual, Ensaio Sobre Agostinho Neto, que nos alerta que “Agostinho Neto foi objecto de numerosas análises que podem ser divididas em duas alíneas diferente: a) (…) que dizem respeito ao homem de acção; b) (…) diz respeito às ligações entre a prática revolucionária e a actividade artística” (sd,p.129,130).

Vejamos que no poema “Depressa”, sinalizam dois dos vectores, ebulição e liberdade, que fundamentam a razão da presente incursão discursiva: “impaciento-me nesta mornez histórica/das esperas e de lentidão/quando apressadamente são assassinados os justos/quando as cadeias abarrotam de jovens/(…) Não esperemos os heróis/sejamos nós os heróis(…) E cantemos numa luta viva e heróica desde já/a independência real da nossa pátria” (Sagrada Esperança, 2009, p.124).

Segundo Kristeva, em História da Linguagem, “a linguagem é simultaneamente o único modo de ser do pensamento, a sua realidade e a sua realização” (1969, pp.19,20).

Por está razão, a trilogia metafórica do discursivo poético em Neto, nativismo, ebulição e liberdade, é a manifestação do pensamento metalinguístico por meio da sociologia da linguagem cujo canal é a poesia.

Por ora, desde que não se confunda com o etnocentrismo, o nativismo entendemos como sendo também a manifestação da cultura de pertença.

Todavia, o professor Francisco Soares apresenta de forma sincrónica, portanto, não anula a perspectiva diacrónica no âmbito da teoria do efeito, o conceito de nativismo como sendo “Movimento do século XIX e começos do século XX que reclamava os direitos culturais, políticos, económicos e sociais dos colonizados” (2007:256).

Por exemplo, “Para quê chorar/ Porque esperamos que outros venham consolar?(…)/ O choro cansou o mundo/ (…)” (Renúncia Impossível, 2009, p.148).

Afirma David Mestre, em Nem Tudo é Poesia, dois mundos distintos marcam Agostinho: “o primeiro com os seus impostos ferozes sobre os camponeses miseráveis, sujeitos à cultura obrigatória do algodão e à escravatura do regime de contrato, o segundo marcado pela vivência da cidade com os seus musseques” (1987,p.25).

Entendemos que tanto o discurso como a poesia de Neto estão impregnadas historicamente às lutas pelas liberdades e sociologicamente às lutas de classes, pois que, as lentes cognitivas de Neto eram de corrente marxista.

Vejamos por exemplo, no poema “Saudação” “(…) Esta mensagem/seja o elo que me ligue ao teu sofrer/ indissoluvelmente/ e te prenda ao meu Ideal/(…) e sinta contigo a vergonha de não ter pão para lhes dar/para que juntos vamos cavar a terra e fazê-la produzir/(…)”(Sagrada Esperança, 2009, pp.73,74).

E segundo Alain Graf, em As Grandes Correntes da Filosofia Antiga “(…) é necessário procurar o que é bom para todos os homens, e não simplesmente o que parece agradável a cada um” (1997, p.13). no poema “Noites de cárcere”, a trilogia metafórica em Neto insurge-se com a realidade por meio de uma retórica transposicional: “(…) Quem dormirá? quando num óbito o tambor chora um cadáver e as raparigas cantam/ há uma cela de chumbo sobre os ombros do nosso irmão/ dikamba dietu”. (Sagrada Esperança, 2009, p.117).

 

Por: hamilton artes

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

A violência contra a criança em Angola: responsabilidade familiar, social e penal

por Jornal OPaís
22 de Junho, 2026

A protecção da criança constitui um dos pilares fundamentais das sociedades democráticas e dos Estados de Direito contemporâneos. A criança,...

Ler maisDetails

O relógio da justiça laboral

por Jornal OPaís
22 de Junho, 2026

A última semana, os prazos legais para a propositura de acções judiciais em matéria laboral voltaram a estar no centro...

Ler maisDetails

O futuro da comunicação em Angola não será apenas digital, será credível

por Jornal OPaís
22 de Junho, 2026

A comunicação em Angola entrou em uma nova fase. Hoje, uma informação chega a milhares de pessoas em poucos segundos....

Ler maisDetails

É de hoje… Casas para os sinistrados em Benguela

por Dani Costa
22 de Junho, 2026

Sempre que me desloco a Benguela, em trabalho ou turismo, continua a estimular a minha curiosidade o conjunto de residências...

Ler maisDetails

‎Comissão Sindical destaca empenho do Porto do Lobito na resolução dos interesses dos trabalhadores

22 de Junho, 2026

Recém-nascido encontrado dentro de contentor de lixo em Luanda

22 de Junho, 2026

Lionel Messi bisa e coloca Argentina na outra fase do Mundial 2026

22 de Junho, 2026

Universidade Jean Piaget disponibiliza 140 milhões de kwanzas por ano para financiar investigação científica

22 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.