OPaís
Ouça Rádio+
Qui, 16 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

O verbo e as pessoas

Jornal Opais por Jornal Opais
12 de Fevereiro, 2024
Em Opinião

Começa-se aqui uma reflexão sobre o verbo e as pessoas, um dos casos de relação abusiva e romântica, dependentes das circunstâncias apenas para a sua classificação.

Poderão também interessar-lhe...

É de hoje…IGAE ganha sangue novo

Jornalistas acreditados

Diplomacia e informação

A priori, deve-se considerar, sem serpear, que o verbo não tem autonomia em relação às pessoas, pois trata-se de um objecto “per alter ” e não “per si”, que mendiga a boa vontade das pessoas para ser respeitado e deleitar-se de um prestígio maior.

Os gramáticos e os dicionaristas, em princípio pessoas do bem, procuram sempre colocar o verbo sob uma perspectiva de “amor”, apelando à compaixão por esta entidade que passa por muito.

Eles arrumam-nos como as domésticas, as casas, colocando os verbos nos seus respectivos lugares, segundo a sua hierarquia.

Dizem-nos que verbo é “vocábulo que exprime o modo de atividade ou estado que apresentam as pessoas, animais ou coisas de que se fala; em português, os verbos no infinitivo têm as terminações ar, er ou ir (sejam exemplos rezar, compreender, partir) ”.

A vaguear o coitado do verbo “ser”, às vezes, confundido no presente do indicativo, primeira pessoa do singular pelo advérbio “só”; as abusadas crianças dizem mesmo “samos”, na primeira pessoa do plural, presente do indicativo.

Sem olvidar o seu conjuntivo e imperativo flexionado em “seje” pelos doutores, “não seje assim!”. Socorro! Então, não é que João comeu o verbo “perder” quando, eufórico, declarou em bom-tom: “eu perdo muito com isso”.

Gabriel Tomás, pessoa do bem, sempre chama atenção aos aspectos que têm que ver com a gramática, sobretudo quando for para redigir um documento oficial.

Tolerância clamou amargamente o verbo “poder ”, após ser agredido pela Inês, conjugando-o “podo” no presente do indicativo, primeira pessoa do singular.

Por que tanta maldade? Não nos vem outra resposta à mente que não seja “ignorância e hesitação à norma”.

Diz-se da norma-padrão ser preconceituosa, desatrelada dos propósitos dos usuários, com a sentença de que os falantes faz a língua.

Ressalta-se que o modo verbal mais afectado é o conjuntivo, seguido do imperativo.

Tanto é que se propõem reformas, para esconder os maus tratos. Não é que o verbo “assistir”, no sentido de ver, contemplar, esteve em apuros, quando o André decidiu “assistir o jogo do Real Madrid”.

E o golpe duro que recebeu o verbo “namorar”, quando foi acusado de ser seguido pela preposição “com”, perdendo a sua transitividade directa.

Agora ninguém quer mais “namorar a Felícia”, todos estão preocupados em “namorar com a Patrícia”. Talvez seja pela beleza que ela ostenta.

Para nós, o verbo “ir” foi obrigado a reger a preposição “em”, sob fortes ameaças da sua exclusão do seio social. Agora “vamos na escola”, com entusiasmo de aprender.

Quem diria que o verbo “fazer” fosse de tal modo corrido do círculo “fizesse”, acabando por se acostumar com a boca da Joana que diz “se fazasse falta…”! Uma situação realmente de tristeza.

Lá estava em prantos o verbo “dar”, implorado para hospedar as visitas “deia e dassem” na sua cabana de um centímetro de largura e um de comprimento.

Os pares de verbos “trazer e levar”, “afastar e encostar” vêemse a estar num casamento sem amor, mesmo se detestando profundamente.

Para terminar a nossa incursão, não poderíamos deixar de agradecer ao verbo brincar e criar, pois foram eles que nos permitiram trazer esta reflexão às pessoas do bem, aquelas que se preocupam com a erudição no quesito linguístico.

 

Por: Manuel dos santos

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

É de hoje…IGAE ganha sangue novo

por Dani Costa
16 de Abril, 2026

As imagens de um agente da Polícia de Trânsito, em Luanda, correndo de maneira desenfreada depois de autuado por um...

Ler maisDetails

Jornalistas acreditados

por Jornal OPaís
16 de Abril, 2026

O papel do jornalismo, profissão nobre e apaixonante, é informar o público com rigor, isenção e imparcialidade. Por isso, os...

Ler maisDetails

Diplomacia e informação

por Jornal OPaís
15 de Abril, 2026

O conceito tradicional de diplomacia, associando-o à informação como matéria-prima base, abordando o conceito de diplomacia virtual, enquanto exercício da...

Ler maisDetails

É feio quando se faz só pela política!

por Jornal OPaís
15 de Abril, 2026

Há algo que sustenta um país para além das suas dificuldades: a união do seu povo, o sentimento de pertença...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

É de hoje…IGAE ganha sangue novo

16 de Abril, 2026

Jornalistas acreditados

16 de Abril, 2026
DR

Interclube cruza com Bravos do Maquis nos “oitavos” da Taça de Angola

16 de Abril, 2026

Detido subinspector da PN autor do duplo homicídio no Zango 3

16 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.