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O verbo e as pessoas

Jornal Opais por Jornal Opais
12 de Fevereiro, 2024
Em Opinião

Começa-se aqui uma reflexão sobre o verbo e as pessoas, um dos casos de relação abusiva e romântica, dependentes das circunstâncias apenas para a sua classificação.

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A priori, deve-se considerar, sem serpear, que o verbo não tem autonomia em relação às pessoas, pois trata-se de um objecto “per alter ” e não “per si”, que mendiga a boa vontade das pessoas para ser respeitado e deleitar-se de um prestígio maior.

Os gramáticos e os dicionaristas, em princípio pessoas do bem, procuram sempre colocar o verbo sob uma perspectiva de “amor”, apelando à compaixão por esta entidade que passa por muito.

Eles arrumam-nos como as domésticas, as casas, colocando os verbos nos seus respectivos lugares, segundo a sua hierarquia.

Dizem-nos que verbo é “vocábulo que exprime o modo de atividade ou estado que apresentam as pessoas, animais ou coisas de que se fala; em português, os verbos no infinitivo têm as terminações ar, er ou ir (sejam exemplos rezar, compreender, partir) ”.

A vaguear o coitado do verbo “ser”, às vezes, confundido no presente do indicativo, primeira pessoa do singular pelo advérbio “só”; as abusadas crianças dizem mesmo “samos”, na primeira pessoa do plural, presente do indicativo.

Sem olvidar o seu conjuntivo e imperativo flexionado em “seje” pelos doutores, “não seje assim!”. Socorro! Então, não é que João comeu o verbo “perder” quando, eufórico, declarou em bom-tom: “eu perdo muito com isso”.

Gabriel Tomás, pessoa do bem, sempre chama atenção aos aspectos que têm que ver com a gramática, sobretudo quando for para redigir um documento oficial.

Tolerância clamou amargamente o verbo “poder ”, após ser agredido pela Inês, conjugando-o “podo” no presente do indicativo, primeira pessoa do singular.

Por que tanta maldade? Não nos vem outra resposta à mente que não seja “ignorância e hesitação à norma”.

Diz-se da norma-padrão ser preconceituosa, desatrelada dos propósitos dos usuários, com a sentença de que os falantes faz a língua.

Ressalta-se que o modo verbal mais afectado é o conjuntivo, seguido do imperativo.

Tanto é que se propõem reformas, para esconder os maus tratos. Não é que o verbo “assistir”, no sentido de ver, contemplar, esteve em apuros, quando o André decidiu “assistir o jogo do Real Madrid”.

E o golpe duro que recebeu o verbo “namorar”, quando foi acusado de ser seguido pela preposição “com”, perdendo a sua transitividade directa.

Agora ninguém quer mais “namorar a Felícia”, todos estão preocupados em “namorar com a Patrícia”. Talvez seja pela beleza que ela ostenta.

Para nós, o verbo “ir” foi obrigado a reger a preposição “em”, sob fortes ameaças da sua exclusão do seio social. Agora “vamos na escola”, com entusiasmo de aprender.

Quem diria que o verbo “fazer” fosse de tal modo corrido do círculo “fizesse”, acabando por se acostumar com a boca da Joana que diz “se fazasse falta…”! Uma situação realmente de tristeza.

Lá estava em prantos o verbo “dar”, implorado para hospedar as visitas “deia e dassem” na sua cabana de um centímetro de largura e um de comprimento.

Os pares de verbos “trazer e levar”, “afastar e encostar” vêemse a estar num casamento sem amor, mesmo se detestando profundamente.

Para terminar a nossa incursão, não poderíamos deixar de agradecer ao verbo brincar e criar, pois foram eles que nos permitiram trazer esta reflexão às pessoas do bem, aquelas que se preocupam com a erudição no quesito linguístico.

 

Por: Manuel dos santos

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