Quando saí da universidade, sabia escrever relatórios académicos. Mas, quando precisei de enviar um e-mail formal a um banco, fiquei paralisada. Que linguagem usar? Que tom? E o Microsoft Word, ferramenta que estudei num curso de informática, tornou-se um obstáculo por que, entre os livros, nunca havia praticado a sério.
Esta não é uma história de fracasso. É uma história comum, partilhada em silêncio por milhares de jovens que concluem os seus cursos com boas notas, mas chegam ao mercado de trabalho a descobrir que o diploma, por si só, não é suficiente. A universidade cumpre um papel essencial: forma o pensamento, constrói bases teóricas sólidas, desenvolve capacidade de aná lise.
Mas o mercado de trabalho opera com uma lógica diferente. Ele não avalia apenas o que sabes; avalia o que consegues fazer com aquilo que sabes, no mo mento em que és chamada a agir. O desalinhamento entre o que a universidade oferece e o que o mercado exige é real, crescente e documentado. Mas é, em grande medida, evitável. A condição é que o estudante não espere pelo último ano para agir.
Os erros mais comuns e como corrigi-los Erro 1: Reduzir a universidade a notas
O desempenho académico tem valor: demonstra disciplina e capacidade de aprendizagem. Mas não substitui a experiência prática. Muitos recrutadores já não olham apenas para a mé dia; olham para o que o candidato fez além da sala de aula. O que fazer: complementa o per curso académico com iniciativas concretas.
Participa em projectos extracurriculares, envolve te em associações estudantis, colabora com professores em investigação. São estas experiências que preenchem o currículo com profundidade real.
Por: HULDA GANDO









