OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 7 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

O memorial de um Natal esquecido

Jornal Opais por Jornal Opais
28 de Dezembro, 2023
Em Opinião

Quando os sonhos eram proporcionais à idade, o Natal chegava antes de dezembro. As comemorações começavam nas noites de fim de novembro. Ou melhor, no final de cada dia de novembro, víamos a estrela de Natal brilhar, cintilando no céu escuro que cobria o escombro do nosso quintal. Ao contrário desta época moderna, as actividades escolares encerravam-se em novembro, permitindo que recebêssemos inúmeros presentes por várias razões.

Poderão também interessar-lhe...

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Quando o amor mata – Vidas de Ninguém (XIV)

Agro-turismo: A aposta estratégica para reverter a economia

08 de Março – celebra-se a força e a determinação da mulher no mundo

Alguns eram motivados pelos bons resulta- dos que obtivemos de fevereiro a dezembro, nas escolas. Outros, da mesma forma, advinham das acções de graças que cada Natal trazia para nós. Em cada olhar, independente de quem seja socialmente, havia uma clara felicidade brilhante nos rostos de todos. Embora vendendo petróleo a retalho, carvão, fuba ou bolinho, a crença de que em casa haveria bolos era certa.

Queimados ou massudos, traziam alegria às pessoas que os esperavam sem se preocupar com questões gastronómicas ou de confeitaria Quanto às roupas, tínhamo-las meses antes da data natalina. Cada um possuía um drip específico e adequado para marcar a comemoração do nascimento daquele que foi o ser mais influente e famoso deste planeta. Marcas indeléveis foram registradas em nossa memória, principalmente a união que se vivia entre vizinhos próximos e familiares distantes, as famosas sentadas familiares.

E os sacalés então? Estes caracterizavam o que havia de bom na transição do último dia de dezembro para o início do ano novo, conhecido como passagem de ano. Na meia-noite de dezembro e nas primeiras horas de janeiro, essas actividades sacaletistas formavam uma fase circular cuja participação dependia apenas da vontade e presença de quem quisesse. Entretanto, quase ninguém se preocupava em prejudicar ou jogar água quente nos pedintes que passavam de casa em casa à procura não só de alimentos, mas, de igual modo, transmitir energias positivas às famílias.

Com danças natalinas, as pessoas que entravam nessa rotina, visitando a qua- se todos, normalmente tinham uma renda média ou baixa, sem muito poder de compra. Assim, nesse exercício de zunga, muitas delas conseguiam alimentos suficientes para dar de comer aos seus filhos. Quando um grupo batia à nossa porta para pedir sacalés, parecia que o Papai Noel estava a ser representado por aquela gente. Às vezes nossas mães também dançavam. Infelizmente, os tempos mudaram e muitas coisas foram deixadas para trás.

Hoje, tememos venenos ou queimaduras graves, pois o espírito de partilhar ficou paralisado num tempo que se não pode mais voltar para lá. Sem se esquecer de que o cus- to de vida triplicou. No entanto, se ainda sente o espírito natalino em seu lar, não hesite em comemorar da maneira que preferir e desejar. Melhor ainda se essa partilha for praticada não só nessa fase, todavia em todos os momentos, porque a maior realização de um ser humano é reduzir ao máximo o desconforto de alguém a quem a vida parece negar-lhe tudo.

POR: GABRIEL TOMÁS CHINANGA

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Quando o amor mata – Vidas de Ninguém (XIV)

por Domingos Bento
6 de Março, 2026

Pés descalços, blusa rasgada, com o rosto banhado de lágrimas, tão logo chegou às pressas, a pequena Bibi atirou-se ao...

Ler maisDetails

Agro-turismo: A aposta estratégica para reverter a economia

por Jornal OPaís
6 de Março, 2026

O agroturismo emerge como uma estratégia transformadora para Angola, integrando agricultura sustentável e turismo de alta qualidade para diversificar a...

Ler maisDetails

08 de Março – celebra-se a força e a determinação da mulher no mundo

por Jornal OPaís
6 de Março, 2026

Uma data que ultrapassa fronteiras, culturas e línguas, dedicada a celebrar a força, a coragem e a resiliência das mulheres...

Ler maisDetails

Entre a norma e a fala: o português que a escola (ainda) não entende

por Jornal OPaís
6 de Março, 2026

Na sala de aula vivem dois portugueses: o da norma e o da fala. O primeiro usa terno, fala com...

Ler maisDetails

Agenda Política do MPLA será apresentada hoje em Luanda e em Icolo e Bengo

7 de Março, 2026

MPLA lamenta morte do jornalista Octávio Capapa

7 de Março, 2026

Apreendidas embarcações com cidadãos chineses suspeitas de realizarem pesca de arrasto em Cabinda

7 de Março, 2026

Mais de 90 milhões de dólares investidos no desenvolvimento da aquicultura‎

7 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.