Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo FIB BANCO BAI STANDARD-BANK
Ter, 29 Set 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

O Carnaval deixou de ser do povo!?

Jornal Opaispor Jornal Opais
28 de Fevereiro, 2023
Em Opinião

Apresente comunicação funda-se por meio da leitura analítica, tendo em conta a estrutura sistemática e conjuntural que se move entre a idealização e a materialização do carnaval nos últimos anos.

Outrossim, a leitura analítica a que nos propusemos sustenta-se pela interpretação crítica no sentido de aferirmos o estado agudizado, ou não, do carnaval e subsequentemente propormos soluções contributivas ou similares, porém não faremos uma incursão cronológica sobre o carnaval angolano.

Assim sendo, temos verificado, a cada ano que passa, a despersonalização significativa do carnaval angolano por conta da sua elitização e, por outro lado, o crescimento exponencial da desagregação dos valores de unidade.

Pois que, pensamos que o carnaval tem de ser encarado como uma manifestação cultural em que se funda pela demonstração de valores culturais, étnicos, por exemplo, ao invés do carácter competitivo.

Acreditamos que pela sua função sociocultural, é imperioso que o carnaval volte a ser e a sair às ruas do país: cada um ao seu jeito, ao seu estilo e à sua expressão cultural.

Portanto, é factual que a elitização e o carácter competitivo têm fragmentado, o discurso popular de ser, a maior manifestação cultural do povo angolano.

Nota-se, claramente, que a génese do carnaval angolano tem sido adulterada, em parte, pela visão mercantil e, sobretudo, pelo discurso desencontrado de inovação.

Pois que, entendemos que inovar não é, necessariamente, privatizar nem copiar o carnaval erótico do Brasil nem a sua nudez.

É fundamental que entendamos que o carnaval é do povo.

Que o mesmo é a combinação dos modus vivendi de cada povo e suas peculiaridades. Pensamos também que por conta dos diferentes processos históricos, a que Angola esteve sujeita, fomentaram a desestruturação social, a desagregação de conscientização da cultura de cidadania, da cultura de empatia, da cultura de cooperação.

Daí que, é necessário que o carnaval angolano não seja amordaçado pela ideia mórbida da exclusão da expressividade por meio do lugar fixo da competitividade.

Queiramos ou não, o carnaval é indubitavelmente inerente às manifestações cognitivas e sensitivas do povo.

Daí que o conjunto de manifestações culturais estendem-se às expressões de unidade nacional na diversidade cultural.

A sua institucionalização deve ter em conta as diferentes sensibilidades culturais e não pode estancar a sua natureza de manifestação sociocultural espontânea do povo.

Portanto, aferimos que aos poucos o carnaval angolano tem deixado de ser do povo para o povo e também a festa da arbitrariedade das linguagens culturais.

É fundamental que o carnaval seja do povo para e com o povo; que o povo apresente suas coreografias sem se importar com as câmaras; que os prémios não os dividam como povo; que o carnaval não seja tratado como mera mercadoria; que exponhamos abertamente as nossas indumentárias longe dos ideais de os panos de fumos.

Contudo, atendendo as conjunturas e dinâmicas socioculturais, não se pretende uma abordagem conservadora sobre o carnaval angolano.

Mas que tanto a sua privatização/ institucionalização não anulem a sua génese. Por exemplo, hoje, o carnaval só acontece na marginal de Luanda.

Em alguns pontos do país passou a ser cada vez mais insignificante.

Aferimos ainda por meio da leitura analítica que a sua mercantilização, a não operacionalização cultural, a sua elitização e a sua privatização impuseram toxidade competitiva aos seus fazedores, e não só, que em gestos de lamúrias e cantos de lamentos choram às portas do Ministério da Cultura.

A inovação é necessária à medida que acrescenta valências significativas sem, necessariamente, amputar ou anular a participação activa do povo no carnaval.

Em forma de síntese, o estado actual do carnaval angolano precisa, certamente, de todas as forças vivas para que não continue a ser uma manifestação coerciva.

Outrossim, o carnaval não é um discurso político.

É a festa cultural de um [nosso] povo! Sinto saudades dos tempos em que o carnaval era povo.

 

Por: Hamilton Artes

Recomendado Para Si

É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

por Dani Costa
29 de Setembro, 2026

Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

Carregar Mais

Edições Digitais

Mais Populares

  • DR

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Governo Provincial de Luanda divulga fichas e locais das provas dos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Serviços de Veterinária apreendem quatro contentores de pele de galinha no Porto de Luanda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • NUDEZ: a “perigosa” corrida em busca de fama nas redes sociais

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • SINPROF remete decisão aos filiados e promete resposta na Sexta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Recomendado Para Si

Opinião

É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

por Dani Costa
29 de Setembro, 2026

Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

Ler maisDetails
Opinião

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Ler maisDetails
Editorial

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

Ler maisDetails
Opinião

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

Ler maisDetails
Opinião

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Ler maisDetails
Opinião

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

Ler maisDetails
Carregar Mais
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.