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Liderança feminina em ascensão

Jornal OPaís por Jornal OPaís
23 de Fevereiro, 2026
Em Opinião

Há momentos que passam despercebidos no calendário público, mas que revelam muito sobre o país que queremos construir. O encontro “You First – A Nova Prioridade é Você”, iniciativa da PWN -Luanda, realizado no final do ano no auditório da ENAPP, foi exactamente um desses sinais de mudança: um espaço onde a liderança feminina deixou de ser tendência para assumir o estatuto de força estruturante na cultura empresarial angolana.

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O evento, maioritariamente composto por mulheres, trouxe ao centro figuras que, todos os dias, influenciam organizações, equipas e decisões de largo impacto da banca aos seguros, do mercado de capitais aos transportes, do capital humano às academias formativas.

Apesar disso, o seu contributo permanece quase invisível nas análises que moldam o debate empresarial. Se Angola quer de facto inovar, diversificar e competir, precisa de reconhecer a voz da liderança feminina como prioridade estratégica face aos desafios globais. Cristina Lourenço, Presidente do Conselho Executivo da BODIVA, sublinhou que já não estamos perante a liderança “possível” das mulheres; estamos diante da liderança necessária.

A sua experiência num ecossistema onde técnica, rigor e firmeza decisória são exigências permanentes prova que nada disso é acaso – é competência. Na mesma linha, Sofia Chaves, Presidente da PWN Luanda, trouxe uma mensagem essencial: “Somente existe uma vida”. É uma frase simples, mas profundamente orientadora num país onde a pressão organizacional ainda sacrifica, demasiadas vezes, a saúde mental e a vida pessoal.

A liderança feminina está a ensinar algo novo às empresas angolanas: não há produtividade sustentável sem humanidade sustentável. Líderes como Edna Ladi, Regina Guimarães, Amélia Domingues Kuvingua e Edna Mascarenhas reforçaram um tema crítico para o futuro das organizações: saúde, mente e corpo como base para o desempenho e a liderança. Esta abordagem, há poucos anos marginalizada, começa finalmente a ganhar espaço – e, curiosamente, é impulsionada e trazida pelas mulheres.

Outro momento marcante veio do painel sobre inovação, moderado por Yara Galiano e composto por líderes como Yonne de Castro, António Henriques da Silva, Kákia Gabriel e Hermani Lupitande. Nas interacções deixou-se um aviso claro: transformar organizações exige tecnologia, sim, mas exige sobretudo sensibilidade humana, cultura ética e visão de longo prazo.

E, mais uma vez, as vozes femininas presentes mostraram que compreendem esse equilíbrio com uma naturalidade pouco comum no ambiente corporativo. Talvez o painel mais simbólico tenha sido “Empoderamento, Inclusão e Impacto”, liderado por Yara Lourenço e com intervenções de Francisca Costa, Pedro Zola e Ana Simas. Ali discutiu-se o que ainda falta fazer para que as empresas deixem de tratar a inclusão como discurso para a tratar como estratégia.

O que sobressaiu da conversa não foi apenas a experiência dos oradores, mas a clareza com que enxergam: Angola está a mudar, mas a mudança precisa de acelerar. Há um denominador comum em todas estas intervenções: estas mulheres não estão “a caminho” da liderança — elas já são o caminho.

Estão a redefinir culturas organizacionais, a introduzir métodos mais humanos de gestão, a abrir portas a novas gerações e a assumir, com naturalidade, posições que antes lhes eram negadas por preconceito, hábito ou simples falta de oportunidade. É por isso que eventos como o You First não devem ser encarados como celebrações pontuais, mas como sinalizações de futuro. O país está cheio de talento feminino preparado, estudado e consciente do seu papel.

Falta, muitas vezes, apenas visibilidade — e espaços onde estas narrativas sejam registadas. Cada uma destas líderes carrega consigo não apenas uma função, mas uma história.

Se Angola quer empresas mais competitivas, mais inovadoras e mais éticas, precisa de continuar a ouvir estas vozes, estudá-las e colocálas onde, por mérito, elas já pertencem: no centro da estratégia. A liderança feminina angolana não é uma promessa — é uma realidade. E, sobretudo, é a inspiração que as nossas organizações podem vir a ser.

Por: GLADYS DINIS

Executiva e líder estratégica | entre as 100 mulheres mais influentes de Angola (telegrama)

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