Já vamos a 13 de Janeiro. A essa altura em que, para muitos, a vida começa a voltar ao que chamamos de normal. As festas terminaram, os reencontros ficaram nas memórias, quem foi de férias já regressou, e o relógio do quotidiano voltou a marcar horas conhecidas.
E é precisamente aqui que uma pergunta silenciosa costuma aparecer, ainda que nem sempre a escutemos com atenção.
O que aconteceu aos planos feitos lá no final de 2025? Àquelas listas escritas com entusiasmo, às promessas feitas a nós próprios, às metas desenhadas com esperança para 2026? Já deve ter acontecido com todos nós ouvir algo assim: Um homem escreveu numa folha tudo o que queria mudar no ano seguinte.
Dobrou o papel, colocou na carteira e seguiu a vida. No fim do ano, encontrou a folha intacta. Os desejos estavam todos lá, mas a vida continuava praticamente
igual. Não porque os sonhos fossem maus, mas porque nunca saíram do papel para o movimento. Existe uma curiosidade interessante sobre resoluções de fim de ano.
Estudos indicam que a maio ria das pessoas abandona as suas metas ainda no primeiro mês. Não por falta de capacidade, mas por excesso de expectativa e falta de pequenos passos.
Queremos grandes mudanças, mas esquecemo-nos de começar pequeno. Queremos resultados diferentes, mantendo rotinas iguais. E aqui está um ponto a se ter em conta: Janeiro não é um mês mágico. Ele não faz nada por nós. Ele apenas revela. Revela se o desejo virou intenção. Revela se a pro messa virou acção.
Revela se o plano encontrou espaço na agenda real, entre o trabalho, o cansaço e a vida como ela é. Às vezes, o movimento não é visível para ninguém. É interno. É uma decisão tomada em silêncio.
Um hábito ligeiramente ajustado. Uma conversa difícil finalmente iniciada. Um não dito onde antes era sempre sim. Um sim dito onde antes havia medo. Não se trata de já ter chegado longe.
Trata-se de já ter começado. Porque quem começa, mesmo devagar, já não está no mesmo lugar de quem apenas deseja. Ainda estamos no início do ano.
Ainda é cedo. E talvez essa se ja a melhor notícia. Há tempo para alinhar. Há tempo para ajustar. Há tempo para transformar vonta de em atitude. Que hoje possamos olhar para os nossos planos com honestidade e perguntar com carinho.
O que já fiz, por pequeno que seja, que me aproxima da vida que desejo viver? Que Deus abençoe a sua jorna da e lhe dê a força necessária para transformar intenção em movimento.
Por: LÍDIO CÂNDIDO (VALDY)
N’gassakidila.









