Mais do que ocupar um cargo, trabalhar é assumir a responsabilidade de transformar realidades. Todos os dias, milhões de pessoas levantam-se, deslocam se para os seus locais de trabalho, cumprem horários, participam em reuniões, executam tarefas e, no final do mês, recebem o seu salário. Mas quantas param para fazer uma pergunta aparentemente simples.
Que impacto tem o meu trabalho na sociedade? Estamos demasiado habitua dos a medir o sucesso profissional pelo cargo, pelo salário, pelo poder de decisão ou pelo prestígio associado a determinada função.
Esquecemo-nos, muitas vezes, de medir aquilo que talvez seja mais importante, o valor que produzimos para os outros. Um trabalho não é apenas uma forma de garantir o sustento. É também uma forma de participação na sociedade.
O professor que ensina não transmite apenas conhecimentos, ele ajuda a formar cidadãos. O médico não presta apenas um serviço, mas também protege vidas. O jornalista não produz apenas notícias, ele influencia a forma como a socie dade compreende a realidade. O jurista não interpreta ape nas normas, ele contribui para a construção da justiça.
O profissional de Recursos Hu manos não administra apenas processos, mas toma decisões que podem influenciar carreiras, oportunidades e a própria dignidade das pessoas. Até as funções menos visíveis têm impacto.
O problema é que podemos estar a trabalhar muito e, ainda assim, produzir pouco valor. Cumprir tarefas não significa necessariamente criar impacto. Estar ocupado não significa ser produtivo.
Ter autoridade não significa exercer liderança. E ocupar uma posição de responsabilidade não significa, por si só, deixar um legado. Precisamos, por isso, de mudar a forma como pensamos o trabalho.
Nas organizações, essa mudança deve começar pela liderança. Uma empresa não é apenas uma estrutura destinada a gerar resultados financeiros. É também um espaço de desenvolvimento humano, aprendizagem, construção de relações e criação de oportunidades.
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Por: YONA SOARES





