Sempre que se fala em produção nacional, nos vários domínios, há uma legião de cépticos e críticos que desmerecem as acções no sentido de se tornar o país autossuficiente. As últimas apostas e incremento de verbas para a agricultura, não obstante um certo abrandamento, resultaram num aumento considerável da oferta de bens agrícolas.
Embora não seja ainda o maior produtor do continente, Angola é, nosúltimostempos,umterritório autossuficiente em termos de produção de alguns tubérculos, entre os quais a mandioca, que alimenta parte considerável da população, sobretudo nas regiões norte, leste, nordeste e parte do litoral. Aos poucos, fruto dos investimentos nos últimos anos, a produção de arroz tornou-se uma realidade.
Com Malanje na linha da frente, aos poucos outras regiões no leste, centro e sul também fizeram desta cultura uma prioridade, reduzindo a dependência da importação. A aposta no cereal, em que intervêm, além de angolanos, também empresários estrangeiros, permite hoje poupar divisas, que acabam empregues noutras necessidades, sem que, para tal, se esforcem as reservas internacionais do Banco Nacional de Angola.
Em pouco tempo, por exemplo, até a quase inexistente cultura do trigo regressou aos campos pelas mãos de jovens angolanos, alguns dos quais até já exportam para outras latitudes, apesar de ainda não nos tornarmos autossuficientes. São vários os exemplos que nos permitem concluir hoje que, embora se precise de muito mais, a aposta feita pelo Executivo vai dando resultados.
As restrições inicialmente impostas à importação de determinados produtos, para que se priorizasse a produção interna, apupada por muitos, reflectem-se hoje no aumento de toneladas para desespero dos empresários de importação que facturavam no referido circuito.
A Carrinho anuncia ao mercado, aos operadores do sector agro-alimentar e ao público em geral que tomou a decisão de cessar, de forma definitiva, a importação de milho, garantindo doravante 100% do abastecimento através da produção nacional. “Esta decisão só foi possível graças ao crescimento exponencial da capacidade produtiva nacional, impulsionado pelos programas de mecanização, assistência técnica e integração dos produtores familiares e empresariais na cadeia de valor da Carrinho Agri.
O país dispõe hoje de condições reais e sólidas para produzir o milho necessário para o consumo industrial, reduzindo a vulnerabilidade externa e fortalecendo o mercado interno”, garante a empresa. Quando uma empresa como a Carrinho, voltada aos lucros, toma uma decisão destas, é evidente que não se trata de nenhum bluff. Mas, sim, a consumação de que as apostas dos últimos tempos, a nível da agricultura, têm seguido o caminho certo.









