Os últimos três meses foram extrema mente sangrentos nas estradas do país. A conhecida Estrada Nacional 100, a que liga Luanda, Icolo e Bengo, Cuanza-Sul e Benguela, é uma da quelas onde se observam múltiplos acidentes de viação, devido ao constante tráfego, ligando até Angola a outros países da África Austral.
É certo que, nos últimos tempos, têm sido apontadas como causas o estado dos autocarros e, nalguns casos, a imprudência dos próprios automobilistas, mas é mister reconhecer que existem outras, entre as quais o próprio estado da via. Sendo uma das principais vias do país, esperava se há muito que a Estrada Nacional 100 fosse semelhante a muitas vias que existem pelo mundo fora.
Larga, com iluminação, livre de buracos, nem tão pouco com intervalos entre o asfalto que acabam sempre por perigar a vida dos cidadãos. Na última semana, felizmente, o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Santos, anunciou que estavam criadas as condições para que a referida via possa ser reabilitada.
Trata-se, na verdade, de uma medida importantíssima, tendo em conta que, quando ela estiver concluída, dentro de alguns anos, irá contribuir para a melhoria da circulação rodoviária, assim como deverá ter um impacto significativo na redução da sinistralidade. Inicialmente, serão 41 quilómetros a nível de Cabo Ledo, estendendo-se posteriormente até Longa, já à entrada do Cuanza-Sul.
À empresa contrata da, a Hipermáquinas, foi feita uma promessa da quelas que as construtoras mais gostariam de escutar: há condições técnicas e financeiras para que o processo decorra sem quaisquer interrupções.
Segundo o governante, para além da reabilitação, vai se implementar também um programa de conservação da via a partir da ponte sobre o rio Kwanza/Cabo Ledo, até à ponte sobre o rio Longa, com 120,75 quilómetros, e desta para a ponte sobre o rio Queve, até à capital da província do Cuanza-Sul, Sumbe, perfazendo um total de 215 quilómetros. Na verdade, não se trata de um facto isolado.
“Ontem mesmo lançamos um programa prioritário na Estrada Nacional 105, hoje estamos na Estrada 100 e, nos próximos dias, irão seguir-se também a Estrada 120, a Estrada 230, a Estrada 225 e outros eixos”, afirmou ainda Carlos Alberto dos Santos.
Melhorando-se as condições, além da redução dos acidentes, certamente se poderá ter um outro impacto a nível de preços de mercadorias, podendo muitas delas chegar mais rápido aos cidadãos em toda a sua extensão.
Pela Estrada Nacional 100, segundo informações avançadas, circulam diariamente mais de dois mil carros, entre pesados, ligeiros, assim como muitas motorizadas. Daí a importância que a mesma tem para o país e para a sua economia, sobretudo.












