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Aposentadoria é um direito sem preparação em Angola

Jornal OPaís por Jornal OPaís
10 de Abril, 2026
Em Opinião

Chegar à idade legal de aposentação traz, ao mesmo tempo, alívio e receio. O alívio surge por se ter cumprido um ciclo de trabalho, contribuído para o desenvolvimento da instituição ou do país. O receio, porém, é silencioso e profundo, por medo de deixar de ser útil, de perder o ritmo da rotina diária e de enfrentar uma vi da com menos compromissos profissionais. Em Angola, a idade de reforma está prevista na lei.

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Contudo, pouco se discute sobre a preparação emocional e psicológica dos trabalha dores. Muitos funcionários públicos e privados chegam ao limite legal sem qualquer orientação sobre como lidar com o novo capítulo que se aproxima. Esta lacuna provoca ansiedade e, por vezes, resistência em desligar-se do trabalho. É comum observar profissionais que, ao reformarem-se de uma instituição, rapidamente procuram outra.

Querem continuar activos, provar que ainda têm energia e capacidade de contribuir. No entanto, este comportamento ignora um ponto fundamental, o lugar que ocupam pode representar uma oportunidade para um cidadão mais jovem.

A rotatividade geracional é necessária para a renovação das instituições e para o surgimento de novas ideias. O físico não é o único indicador de aptidão. Um reformado de 60 ou 65 anos, pode estar em excelentes condições físicas.

No entanto, psicologicamente, carrega o cansaço acumulado de décadas de trabalho intenso. As pessoas têm limites naturais. O corpo pode resistir, mas a mente, também precisa de descanso.

Negar este facto é desrespeitar a própria humanidade do trabalhador. Respeitar o tempo de cada um é essencial. Quando o momento da reforma chega, deve ser vivido com orgulho. Sair de uma instituição não é abandonar o dever, é concluir um ciclo com dignidade e satisfação. Cada tarefa cumprida, cada desafio superado, deixa marcas de competência e com prometimento que ninguém pode apagar.

A reforma é, na verdade, uma oportunidade. Uma oportunidade para descansar, redescobrir paixões e cultivar interesses que o trabalho não permitia. Ler mais, viajar, fortalecer laços de amizade e passar mais tempo com a família são práticas que enriquecem a vida e fortalecem o espírito.

O descanso não é preguiça, é a recompensa por uma vida de dedicação. No entanto, a sociedade angola na ainda valoriza excessivamente a produtividade. Reformar-se é, muitas vezes, visto como sinónimo de inactividade e não como um descanso merecido. Este olhar reduz a percepção sobre o valor do reformado, tornando-o invisível,

quando, na verdade, a experiência acumulada constitui um verdadeiro património. Muitos trabalhadores receiam enfrentar a solidão que a aposentação pode trazer. A rotina profissional estrutura o dia, cria vínculos e confere propósito.

Ao sair da instituição, é natural que surja uma sensação de vazio. Preparar-se psicologicamente para este momento é tão importante quanto planear financeiramente.

Leia mais em…

Por: YARA SIMÃO

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